A morte espreita ao seu lado #1 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: A morte espreita ao seu lado #1

A morte espreita ao seu lado #1

28/09/2011


A morte espreita ao seu lado
Classificação: 13 anos
Gênero: Suspense
Baseado na série Supernatural(Sobrenatural) e na creeypasta A Menina e o Cão visto no site Medo B




A morte espreita ao seu lado



Capítulo Um – A Menina e o Cão




O vento uiva feroz, as árvores balançavam suas folhas dando ainda mais eco ao som da noite, o rangido dos galhos arranhavam os vidros das janelas.

A noite era convidada do medo, o tic tac do relógio anunciava quase meia-noite, seus ponteiros pareciam lentos. A menina tinha os olhos fixos, desejando que os pais voltassem logo, seus orbes azuis acentuavam sua face branca, as bochechas rosadas e seus cabelos encaracolados ruivos davam lhe um aspecto angelical.

A campainha tocou alto assustando a jovem criança, sua garganta estava seca e seu coração batia rápido, tomou coragem e foi até porta, afinal o que poderia temer?

- Olá Emily! – a menina ouviu do outro lado da madeira polida. – Sou eu Margaret! Vim ver como esta.

Emily suspirou feliz por ser a vizinha, seus pais lhe avisaram que a senhora passaria de tempos em tempos para verificar a casa.

- Boa noite senhora Kristy. – falou a menina educadamente, seus olhos brilhavam contente por não estar sozinha.


- Oh minha querida! Como você esta? – perguntou à senhora de curtos cabelos castanhos, dando uma espiada ao redor da sala que a menina se encontrava.

Margaret possuía uma beleza rara que o próprio tempo lhe dera, seu perfume floral preenchia o ar daquele ambiente sombrio.

- Pelo que vejo seus pais ainda não chegaram!

A menina balança a cabeça confirmando, enquanto abaixa sua face para baixo em sinal de tristeza.

- Não se preocupe meu bem! Logo eles voltaram! – a voz aveludada de Margaret e sua simpatia radiante fazem com que Emily sorria ao ouvir suas palavras. – E além do mais Bill esta te fazendo companhia não é?

- Sim. – responde a criança, lembrando de seu fiel amigo deitado no sofá vermelho.

- Vai cuidar de Emily não é Bill?

Ao ouvir seu nome o cachorro levanta as orelhas, seu olhar ia em direção a dona e Margaret, e com um latido forte confirma positivamente, deixando a menina mais calma.

- Bem, acho que vou indo, seus pais me ligaram dizendo que em meia hora chegariam e com o Bill ao seu lado não tem nada a se preocupar querida!

Emily queria acreditar, mas algo em seu interior tremia com medo da escuridão.

Margaret lhe da um singelo beijo na testa, pedindo que os anjos guardem aquela menina inocente.

A garota fecha a porta, trancando a mesma com a chave, ela estava cansada, não aguentaria ficar acordada, esperando seus pais chegarem.

Chamando Bill, Emily foi imediatamente trancar todas as portas e janelas, como havia sido instruída a fazer quando fosse dormir.

Começou na cozinha, o vento frio se apossava daquele cómodo, fazendo com que ela tremesse ao trancar a janela.

Subindo as escadas para os quartos, Emily tenta de todas as formas fechar a única janela do quarto dos pais, no entanto por mais que fizesse força o objeto não sedia, exausta a menina decide por dormir mesmo assim.

Em seu próprio cômodo, Emily logo se apressou em ajeitar os travesseiros, nem se deu ao trabalho de colocar o pijama, queria dormir e só acordar quando os pais estivessem em casa, somente assim se sentiria tranqüila.

Bill que caminhava ao lado da menina, prontamente tomou seu lugar debaixo da cama, quieto, o cachorro se ajeitou no chão frio.

- Boa noite Bill. – disse Emily já em posse do cobertor florido, ela tinha uma expressão aflita e antes mesmo de pegar no sono estendeu sua mão para de baixo da cama, a fim de sentir a presença de seu amigo.

.

O som era estridentes, alto e chamativo, parecia perto, Emily tentava não pensar nele, mas acabou abrindo os olhos, nada em seu quarto estava diferente do que ela lembrava. Tudo em ordem, exceto pelo som que a deixava curiosa e assustada.

Podia ser seu pai que deixou a pia aberta, ou ate mesmo a mãe que esquecerá o chuveiro pingando depois de tomar um banho demorado.

Não importava o que fosse Emily tinha medo de sair da cama, ela engoliu a seco e resolveu ignorar o barulho.

Lembrou de Bill e novamente esticou o braço para baixou, a fim de sentir a lambida de seu cachorro, ele rapidamente atendeu seu pedido e a menina volta outra vez a dormir.

Passados alguns minutos, a garota novamente é acorda com o som das gotas caindo lentamente ao chão.

Mais uma vez ela leva a mão para baixo de sua cama, à lambida quente entre seus dedos a faz encostar-se ao travesseiro fechando os olhos.

Emily não tinha noção do tempo que passou, mas aquele som martelava em sua cabeça, alto, como se a chamasse para ver o que era. A menina olhou para a janela, o vento ainda era forte, uivando com todas as suas forças, ela agarrou ao cobertor assim que novamente Bill a lambeu.

Seu sono custava a vir, Emily desejava que um dos pais acordasse e fosse parar de vez com aquilo, esperou e sem resposta, ela mesma decide fechar a torneira, ou o chuveiro, ou o que fosse que estivesse fazendo o barulho que tanto a incomodava.

Com passos lentos, a garota vai se aproximando do banheiro, o ar parecia lhe faltar e a cada gota que caia, seu coração batia.

O som aumenta conforme ela se aproximava, com receio ela acende a luz, sua visão se focava em um único ponto do banheiro.

Pendurado no chuveiro com uma corda estava Bill, sua garganta tinha um corte profundo, o sangue caia na banheira junto com a poça espessa de vermelho vivo.

Ela estava apavorada, nenhum músculo parecia seguir as ordens de seu cérebro, ela somente conseguiu virar a cabeça e ler no espelho do armário.

Uma escrita firme feita com o sangue de seu cachorro, a frase gelou sua alma.

“Demônios também sabem lamber”


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar, leia com atenção:

Comentários ofensivos não serão aceitos.

Para que você seja retribuído, comente decentemente sobre a postagem, coloque o link do seu blog/site no final do seu comentário.

Comentários com Seguindo, segue de volta e afins, serão excluídos e não irei retribuir!

Críticas são sempre bem vindas, desde que construtivas.


Obrigada e volte sempre!