A morte espreita ao seu lado #2 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: A morte espreita ao seu lado #2

A morte espreita ao seu lado #2

29/09/2011



A morte espreita ao seu lado
Classificação: 13 anos
Gênero: Suspense
Baseado na série Supernatural(Sobrenatural) e na creeypasta A Menina e o Cão visto no site Medo B

* Conheça o Capítulo Um



A morte espreita ao seu lado


Capítulo Dois – Os Winchester


O sol quente iluminava as ruas pouco movimentadas, a brisa do verão amenizava o calor daquela região, o brilho reluzente de um Impala preto dava vida à beleza rústica daquele lugar.

O posto o qual estava estacionado cheirava a combustível queimado, a gasolina impregnava o ar.

- "Menina encontrada morta com estranhos sinais de mordidas humanas." – o rapaz lia atento ao jornal, sem se importar com o clima ou com o cheiro forte de combustível.
- "Pais alegam que não ouviram, nem viram nada. Cão da família estava pendurado ao chuveiro com profundo corte na garganta."


O jovem de face suave cada vez mais interessado na matéria nem ao menos nota a chegada de seu companheiro de viagem, que curioso apóia os cotovelos na janela do carro, observando.
- Quanto tempo vai ficar parado ai Dean?

- Eu não sei. Até você se irritar? – retrucou com tom sarcástico.

O rapaz dentro do Impala lançava um olhar de repreensão ao outro, seu cabelo reluzia com a ajuda da luz vinda do vidro, um castanho escuro, seus fios que iam até o pescoço, mechas lisas, totalmente diferentes do companheiro na janela do motorista, que ria com a situação.

- Ah qual é Sammy? Se ficar bravo eu não te dou seu almoço! – ameaçou Dean ao entrar no carro. – E ai o que temos?

- Se você parar com suas gracinhas, eu conto!

Dean leva sua mão a cabeça, com a infeliz idéia de coçar a mesma, um sinal simples de arrependimento, seu cabelo curto levemente dourado, lhe dava um aspecto brincalhão.

- Oh, eu trouxe torta! – exclamou Dean com um sorriso.

- Ótimo. – sem dar muita importância, Sam volta a ler a noticia. – Uma menina, Emily pelo que diz o jornal, foi encontrada morta no banheiro com sinais de mordidas, no chuveiro seu cão estava pendurado, com a garganta cortada.

- Tá, e daí? – pergunta o rapaz, isso não tinha nada haver com o serviço deles, nada que pudesse dar-se a devida atenção.

- Acontece, que no espelho do armário, escrito com o sangue do animal tinha a frase demônios também lambem! – Sam encarava o irmão, esperando que isso fosse o suficiente para uma investigação.

- Interessante. O que mais tem ai?

Nada surpreso o mais novo suspira, ás vezes queria que o irmão pudesse captar os sinais silenciosos, que ele próprio capta. Aquela sensação de que algo está errado, que uma presença maligna ronda a cidade da pequena Emily... Sim Sammy sentia e queria que Dean também pudesse sentir.

- Ah, pode ter sido o assassino que escreveu! – tentando se justificar ele logo percebe que foi em vão.

- Dean, nós já investigamos por menos, custa dar uma chance?

- Tudo bem. – cedendo as súplicas do irmão, ele concorda.

- Certo, mas antes vamos ter que trocar essas roupas.

- O que tem de errado com as minhas? – Dean tinha medo de saber a resposta, em seu interior ele sabia e praguejou com a confirmação de Sam.

***
Toda Nova Orleans parecia estar em luto com o trágico assassinato. Os pais, inconsoláveis, deram seus depoimentos chocados. Com tudo, se culpavam por deixar a menina sozinha.

Margaret a vizinha, que viu Emily pela última vez, contara que tudo estava normal na casa. A menina parecia tranqüila com o cachorro, os pais, o senhor Michael Taylor e sua esposa Nick, lhe avisaram que chegariam o mais cedo possível, ela despreocupada, apenas deu um beijo de boa noite em Emily e se retirou.

A polícia não tem nenhum vestígio de suspeitos, nenhuma digital foi encontrada, somente as dos pais, que segundo os legistas retornaram a casa uma hora depois de Emily ser morta.

As mordidas foram analisadas, dando o resultado como de um ser humano, mas nenhuma saliva foi encontrada, nada que pudesse prosseguir nas investigações. Para os policiais, o mais estranho de se ver na cena do crime, além do cachorro degolado, foi partes do corpo da garota ter sido literalmente comidas. Partes do antebraço e das pernas da criança tinham buracos expostos, mostrando carne viva. O corpo ainda estava no necrotério para mais análises.

- Não me olhe assim!

- Você quer que eu olhe como? – com raiva ele tentava ajeitar o paletó preto, odiava vestir aquilo. – Por que temos que usar isso?

- Dean, se nós vamos até a casa da Emily, não podemos ir como simples policiais. – dizia outro calmo, enquanto arrumava as madeixas castanhas.

- Certo, concordo, então vamos logo com isso!

A casa dos Taylor se situava em um bairro médio de Nova Orleans, os irmãos logo notaram o quão bem de vida aquelas pessoas eram, um motivo que as autoridades consideravam como grande para um assalto seguindo de morte, no entanto os donos não deram falta de nada.

- Haja naturalmente. – falou Sam pela décima vez. O mais velho apenas balançou a cabeça em sinal positivo.

Ao tocarem a companhia, passos rápidos vinham em direção à porta de madeira polida, num tom escuro, quase preto.

- Olá senhora Taylor! Sou Adan Ken, e esse é meu parceiro Will Donovan, FBI.

Nick Taylor atendera a porta agasalhada em um belo manto branco de linho, sua expressão era vaga, cumprimentado os irmãos, ela os convida para entrarem. Seu cabelo ruivo mal se prendia no rabo de cavalo que ela tentou fazer, nem ao menos pensou em escová-los, nada lhe fazia sentido depois da morte de Emily.

- Então senhora, pode me contar o que aconteceu com sua filha? – Sam perguntou gentilmente, sua voz era suave a fim de deixar Nick um pouco tranqüila.
- É... – ela tentava se concentrar, juntar os fatos, mas imagens confusas vinham em sua mente, queria muito que o marido estivesse ao seu lado. – Michael e eu fomos jantar, estávamos comemorando nosso aniversário de casamento, Emily não quisera vir, disse que era uma noite especial para nós...

Nick chorava ao se lembrar da filha, em sua face mais e mais lágrimas desciam de seus orbes azuis.

- Calma está tudo bem.

Sam tentava acalmá-la, observou Dean que andava pela sala tentando captar algum sinal de energia.

- Desculpe. – tomando fôlego, a senhora continua. – Tentamos arrumar uma babá, mas ninguém estava disponível. Fomos até Margaret que concordou em vigiar Emily, ela viria de meia em meia hora ver como tudo estava.

O aparelho de medir freqüências começava a oscilar, ele indicava algo forte vindo na parte de cima do imóvel.

- Senhora Taylor, se importaria se víssemos o lugar onde sua filha foi encontrada?

- Não, mas do que isso vai ajudar? – perguntou Nick curiosa. – A polícia nada encontrou.

- Desculpe senhora, mas não somos a polícia. – se retirando da sala, Sam segue ao encalço do irmão que o esperava lá em cima da escada.

- O que foi aquilo?

- Achei que estava com pressa para retirar esse paletó o quanto antes. – disse Sammy meio mal humorado.

Resmungando, Dean imita o irmão. Ao chegarem ao banheiro, o cheiro de sangue ainda estava forte, mesmo o cômodo estando limpo.

- Olha isso! – falou o mais velho, sua surpresa foi grande ao passar o medidor no espelho.

- Com certeza algo esteve nessa casa, andou nesse chão. – estático Sam, observava curioso com o aparelho que apitava alto, indicando uma presença forte.

- Matou a garotinha e cortou o cachorro. Escrevendo Demônios também lambem no espelho. – completou Dean.

Os irmãos se entreolhavam, pensando que tipo de criatura pudesse fazer mal a uma criança. Esse sem dúvidas era um trabalho para os Winchesters. Caçadores de demônios.

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