Um Amor Proibido - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Um Amor Proibido

Um Amor Proibido

22/09/2011


Um amor proibido
Classificação: 16 anos
Gênero: Romance
Baseado em Naruto


Um amor proibido



Não sei exatamente como aconteceu. Simplesmente me deixei levar. E agora deitado ao seu lado, me pergunto se o que fizemos esta certo. 

Seu belo cabelo negro azulado, esta sobre o meu corpo. Você dorme profundamente ao meu lado, com sua cabeça apoiada em meu tórax. Os fios brilhantes do seu cabelo me fazem cócegas.

O inebriante perfume do seu corpo me causa arrepio. Jamais pensei que me deixaria levar por essa paixão, por esse desejo.

Mas te vendo naquele momento tão linda. Não pude resistir. Nenhuma palavra foi dita. Apenas meus lábios contra o seu diziam tudo.

Pensando no que aconteceu, recordo aquele instante. A lembrança me vem tão rápido que chego a perder o foco.

.

O tempo nublado e a chuva fina contribuíram para o nosso encontro.

Eu estava acabando de voltar de uma missão. Meus companheiros de equipe quiseram se apressar, para não tomarem chuva.

Disposto há ficar um tempo sozinho, insisti para que fossem na frente. Precisava pensar. De umas horas apenas comigo mesmo.

Os pingos de água foram aumentando. O vento soprava com força. As folhas verdes das árvores moviam - se ferozmente. Aquele ar frio parecia cortar minha pele.

Meus longos cabelos castanhos dançavam com a brisa feroz. Muitas vezes as mechas atrapalhavam minha visão.

Com passos lentos eu seguia andando. A cada minuto, minhas roupas iam ficando mais molhadas.

Passando por perto do campo de treinamento, te vi agachada encostada em um tronco. Seu olhar perdido encarava o nada.

- O que faz sozinha aqui? – perguntei friamente. Por mais que quisesse mostrar outra maneira de agir, eu não conseguia.

- Ah! Neji-san... - com seu jeito tímido, você tentava me explicar o motivo de estar ali. – Eu só...

- Tudo bem Hinata. – mesmo estando preocupado, evito lhe encher de perguntas. Apenas estendo minha mão e digo: - Vamos?

Concordando, você segura minha mão. Nem ao menos notou na hora em que entrelacei seus dedos com os meus.

Seguimos um ao lado do outro em silêncio. Sentir o toque macio de sua mão era o que eu precisava.

Estar na sua presença me deixa nervoso. Meu coração acelerava só em saber que estou com você.

Ainda não sei explicar quando comecei a te amar. Apenas acho que o sentimento sempre esteve ali. Guardado, retraído. E depois que deixei as mágoas de lado, o sentimento fluiu. Desabrochou em meu interior, como uma flor que acabou de despertar.

- Eu... não quero ir para casa...

- Hã? – perdido em meu próprio mundo, não reparei nas suas palavras.

- Apenas me leve para outro lugar Neji-san. – você sussurrou. – Hoje não quero voltar...

Ouvindo por detrás daquela frase, acenei que sim. Era minha oportunidade.

Tive medo que suas tristezas fossem por conta de sua família. Como se pudesse ler meus pensamentos, você nega. Dizendo que apenas não queria enfrentar as perguntas de seu pai.

Foi então que entendi o motivo de sua dor.

O ninja loiro, essa era a razão. Por mais que eu tenha aprendido a admirá-lo. Não posso deixar de pensar como ele é estúpido. Talvez ele fosse tão idiota, a ponto de não notar o quanto você o ama.

Uma pena... Pensando nisso me bate uma dor tão profunda que não sei explicar. Mas antes que eu pudesse derramar lágrimas, é você que chora.

Levei-te para o único lugar onde você pudesse descansar. E quem sabe então te consolar.

As ruas estavam desertas por conta da tempestade. Nossos pés batiam contra as poças da água, fazendo ruídos estridentes.

Chegar a minha casa não demorou muito. Tive receio de abrir a porta. Não que tivesse vergonha da humildade do meu lar, só precisa de uma certeza. Que era aqui mesmo o lugar que você queria estar.

Mostrando seu sorriso sincero, fiquei sem jeito. Cada vez mais meu coração batia.

A luz mal iluminava a casa. O aconchego presente era perfeito. Nada podia estragar nosso momento a sós.

Exceto você. Que soluçava e chorava ainda mais.

Olhei fundo para seus olhos. Sua íris lacrimejada escondia um brilho esplêndido. O mesmo que me encantava. Queria poder arrancar sua dor e destruir seu sofrimento.

Em meio a tantas lágrimas, acariciei sua face. Espantada você me encarava. Seu rosto ainda mais vermelho estava lindo.

Meus dedos percorriam o contorno de sua face. Aos poucos fui chegando mais perto. Poucos centímetros nos separavam.

Você tremia. Mas não sei se era por conta da minha aproximação, ou por causa do frio.

Eu ofegava pelos seus lábios. Imaginava o quão doce eles podiam ser.

Enquanto você sussurrava meu nome, eu prosseguia em silencio. Agora já era tarde para voltar atrás. Essa era minha chance.
.

O beijo foi mais intenso do que pensei. Para minha surpresa você consentia.

Nossas línguas roçavam uma na outra. Deslizei uma de minhas mãos até sua cintura, a modo de te trazer para mais perto de mim. Com a outra abrir o zíper de sua blusa. Você apertava delicadamente meus braços. Acho que a carência te ajudou a aceitar meus carinhos.

Mas eu não ligava do por que da sua aceitação. Eu queria você. Queria desfrutar do seu corpo. Mesmo que fosse apenas por uma noite.

Retirei sua blusa com cuidado, desabotoei seu sutiã. Ajudando-me, você retira minha camisa. Em pouco tempo nossas roupas molhadas estavam espalhadas pelo chão.

Deitei- te no sofá. Contemplei o quão belo é seu corpo. Novamente você sorriu. E quando comecei você gemia de prazer.

Beijei cada curva e contorno dos seus seios. Eu ia e vinha cada vez mais. Enquanto você beijava e mordia meu pescoço, suas unhas arranhavam minhas costas.

Era um momento de pura satisfação. Ali você era apenas minha e de mais ninguém.

Fizemos amor até não agüentar mais. Cada grito e gemido seu, me excitava ainda mais.

Exausta você adormeceu me abraçando.

A felicidade que senti após termos terminado, não cabia em mim. Eu estava tão feliz. Mais do que isso, eu adorei estar com você! Amei unir meu corpo e minha alma com você.

Sei que essa noite foi tão boa para mim como foi para você também.

O ruim é saber que logo amanhecerá. Já posso até ouvir o cantar dos pássaros, anunciando um novo dia. Onde teremos que seguir caminhos separados.

Por mais forte e verdadeiro que possam ser meus sentimentos. Sei das regras do nosso clã.

É doloroso saber que por causa de algo tão inútil não podemos ficar juntos. Um ramo secundário, jamais poderá seguir ao lado do ramo principal...


*Créditos ao autor da imagem

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