A morte espreita ao seu lado #3 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: A morte espreita ao seu lado #3

A morte espreita ao seu lado #3

02/10/2011


A morte espreita ao seu lado
Classificação: 13 anos
Gênero: Suspense
Baseado em Supernatural(Sobrenatural) e na creeypasta A Menina e o Cão visto no site Medo B



* Conheça o Capítulo Um e o Capítulo Dois


A morte espreita ao seu lado



Capítulo Três – No necrotério


- E agora espertalhão? O que fazemos? – perguntou Dean enquanto afrouxava a gravata azul.

- Vamos até Emily. – dizia Sam a medida que andava até o Impala. – Os legistas disseram ter encontrado parte do corpo dela mordido, isso pode nos ajudar.

- Certo.

Ao entrarem no carro, o mais novo se dirige ao seu lugar de passageiro, eram raras as oportunidades que Sam podia em dirigir o Impala, mas hoje não tinha paciência para isso. Ele pegou seu notebook e tratou de saber um pouco mais da família Taylor, algo que pudesse ligá-los a uma morte, algum ritual macabro, alguma coisa que indicasse a presença daquele possível Demônio.

No entanto, nada... Os Taylor eram aquela pacata família feliz, com muitos amigos e queridos por todos.

***
O céu tinha uma aparência leitosa. Suas nuvens moviam-se lentamente, e quem olhasse para cima podia jurar que uma tempestade estava por vir, ainda mais pela qualidade do ar, estava abafado. A chuva era mais que possível, quase uma certeza.

A ida até o necrotério foi acompanhada de um silencio perturbador, Dean estranhava a atitude do irmão, ele estava mesmo envolvido com caso.

Chegando ao lugar, ambos notaram o aroma de naftalina, algo um tanto incômodo. Os irmãos apresentaram seus crachás, nada como uma identidade falsa para se entrar.

- Então... – Sam olhava para a escrita no uniforme do legista, a fim de saber seu nome.
– Doutor James, as mordidas realmente foram de um ser humano?

Enquanto acompanhavam James, um simpático senhor careca de olhos amendoados, os irmão ouviam atentamente suas palavras.

- Sim, disso tenho certeza. – sua voz era terna, calma, ele falava devagar. – As marcas encontradas são especificamente femininas.

- Femininas? – foi à vez de Dean tomar a iniciativa no dialogo.
James somente afirmava com a cabeça, sentia pena da pequena Emily ao relatar tudo que sabia.

- Infelizmente não pude encontrar DNA suficiente para apontar um suspeito, mas tenho certeza que logo conseguirei.

Ao chegarem à sala, uma luz mal a iluminava. Seu brilho amarelo dava ao lugar uma aparência sombria, o ar gelado contribuía a altura.

James era acompanhado de perto pelos Winchesters. Colocando sua mão na maçaneta em que o corpo se encontrava, puxou rapidamente. Sua surpresa foi grande quando seus olhos se encontraram com aquilo.

- Minha nossa! – foi o que o legista conseguiu dizer. – Vou chamar a segurança, isso só pode ser brincadeira!

O cheiro de podre vinha da única parte que restara de Emily, a Cabeça. O sangue ainda estava fresco, viscoso e vermelho.

Dean tinha uma expressão de horror, colocara um pano branco no rosto para evitar sentir o cheiro.

- Eu que não toco nisso! – declarou ele ao irmão mais novo.

- Vamos dar o fora daqui Dean! – Sam não conseguia parar de pensar como isso era cruel.

De volta ao carro, Dean e Sammy conversavam sobre o que estava acontecendo em Nova Orleans, esse trabalho era totalmente diferente de todos os outros. Ambos já vivenciaram e testemunharam diversas entidades, demônios e espíritos, mas nada do que sabia lhes dava uma luz para esse túnel tão escuro.

- Emily, ou que sobrou dela, foi literalmente comida por uma entidade maligna. – Sam observava o irmão, esperando que ele pudesse saber de algo. – Não tem nada no diário do pai que fale de demônios comedores de crianças?

- Infelizmente não Sammy, já li aquilo diversas vezes para ter certeza. Se existe tal demônio, o papai não deve ter se deparado com ele.

A estrada era curta até o hotel, poucas quadras da casa dos Taylor, isso facilitaria se precisassem voltar lá.

Enquanto Dean cuidava de arrumar tudo com o gerente, Sam tratou de ligar para a única pessoa que podia ajudá-los naquele momento difícil.

- Vamos atende! – impaciente, ele contava os toques até certo amigo atender.

***

Em Sioux Falls, Dacota do Sul, um senhor esperava. Ele sabia, logo teria noticias de seus garotos. Aqueles dois eram como filhos, tinha um carinho especial por ambos e com a morte de John, ele jurou cuidar deles.

Para muitos, ele não passava de um velho solitário, com suas rugas e amarguras, o que eles não sabiam era que ele fosse um dos melhores Caçadores ainda vivo.

Bobby Singer tinha um aspecto um tanto ranzinza, sua barba e cabelos castanhos escuro, com leves tons brancos mostravam o quanto ele viveu combatendo o mal. Sua casa não era tão organizada como costumava ser no passado, mas tudo que ele e seus garotos precisassem podiam ser encontrado em seu lar. Pilhas e pilhas dos mais diversos livros empoeiravam os cômodos, já perdera a conta do total deles.

O telefone tocou, assim como ele já esperava. Dean e Sam devem estar encrencados, pensou com si mesmo, foi quatro toques até ele atender.

- Alô.

- Bobby é o Sam! – respondeu a voz na outra linha.

- Onde estão? – ele queria saber, já fazia algumas semanas que os irmãos não ligavam.

- Em Nova Orleans. No caso de Emily Taylor.

- A menina morta no banheiro junto com o cão? – Bobby se lembrava de ter lido no jornal, um caso realmente estranho.

- Isso mesmo. – continuou o Winchester. – Fomos ao necrotério e adivinha! Somente a cabeça da menina estava lá! Todo o corpo dela desapareceu. Provavelmente comido pelo maldito demônio.

O velho ficou mudo, aquela história lhe era familiar.

- Hariti – Bobby sussurrou antes de deixar cair o telefone, cortando a ligação.

***


O clima seco estava rapidamente carregando as nuvens, que cada vez ficavam mais negras.

- Bobby?

O telefone ficou mudo para a surpresa de Sammy, mas nada se comparava ao som agudo a poucos quarteirões onde estavam.

Os moradores assustaram-se, gritos podiam ser ouvidos, os irmãos correram para verificar o que era. Um homem berrava ao vento, dizendo que uma estranha entrara em sua casa e assustara seu filho, ele atirou nela, mas como um vulto, a mulher desapareceu em sua frente. Seus olhos tinham orbes inteiramente negros.

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