Memórias de um Policial #3 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Memórias de um Policial #3

Memórias de um Policial #3

24/10/2011


Memórias de um Policial - Um assassino entre nós
Classificação: 13 anos
Gênero: Ação, Mistério, Universo Alternativo
Baseado em Bleach


*Conheça o Capítulo Um e Capítulo Dois



Memórias de um Policial
Um Assassino entre nós



Capítulo Três



9h55 da Manhã - sexta-feira

Sim, isso mesmo. Estou eu aqui, correndo contra o tempo. O que era para acontecer às noves horas passará a ser as dez... Posso até ver o olhar implacável do delegado me encarando, e esperando uma boa desculpa...

- Droga! – resmungo ao entrar no carro. O velho Chevrolet marrom em que dirijo é uma pela porcaria! Com o motor praticamente se afogando, tento dar a partida naquela lata velha. Ainda não sei por que continuo com ele! – Vamos!

Por quase dez minutos fiquei pisando no acelerador e virando a chave. Quase desistindo, consigo fazer a velharia funcionar.

O trajeto até a sede dos Esquadrões costuma durar em media vinte minutos. Ou seja, além de chegar mais atrasado que o normal. Levarei uma bronca daquelas!


Posso até ver a íris castanha do Abarai brilhando de prazer com o xingo que irei receber. Sério, não sei qual a razão de tanta raiva que o ruivo nutre por mim. Até nos tempos de academia era assim.

Renji sempre mostrou ser um bom atirador. Raramente errava um tiro no treinamento. Mas seu pior defeito é o fato dele deixar-se provocar pelo bandido. Inúmeras vezes perdemos oportunidades de ouro, por conta da estupidez daquele idiota...

- Ah, mas que porcaria! – digo ao reparar na imensa fila de carros a minha frente. Tinha que ser justo hoje esse tráfico do inferno?

Minha sorte é que o tempo continua nublado. O frizinho da manhã é até gostoso. Se estivesse sol, ai eu estaria ferrado. Já que o maldito automóvel em que me encontro, não possui um ar condicionado decente. Há essa hora eu podia estar derretendo de calor! Realmente é ótimo que as nuvens estejam tão espessas...

As buzinas são tocadas de segundo á segundo, pelo visto não sou o único a estar atrasado. Para evitar ficar irritado com o barulho lá fora, ligo o rádio ao meu lado. Parando na primeira estação, deixo que o locutor comece a falar das primeiras noticias do dia.

Com uma das mãos no volante, tento relaxar com a paisagem industrial ao redor. Uma brisa de vento sopra, movimentando os fios alaranjados do meu cabelo. As franjas caem em meus olhos prejudicando um pouco a visão. Mas com essa lentidão, nem dou o trabalho de arrumá-las.

Minha atenção somente volta ao normal, quando ouço o cara da rádio começar a contar sobre a morte de um policial...

“- Foi enterrado ontem na manhã, o policial conhecido como Shiba Kaien. Apelidado como gênio, o rapaz foi morto com indícios de assassinato. – com o timbre seguro, o locutor comunica o que vem a serem as suspeitas dos oficiais ligados ao caso. – A policia local acredita na possibilidade da morte, estar associada ao caso Hollow da semana passada. De acordo com as nossas fontes, Shiba estava investigando essa ameaça. O policial seguia pistas dos envolvidos e o paradeiro de cada um deles. Diga-se de passagem, que os maiores suspeitos do assassinato, sejam os criadores da ameaça Hollow. Entre eles, estão os ex- delegados, Sousuke Aizen da divisão Gama, Ichimaru Gin da força especial Escarlate, e Tousen Kaname responsável pela força tarefa Branca...”

Antes que o homem finalizasse a noticia, desligo o som...

- Hollow... – ainda processando toda a informação, procuro lembrar-me algum relato sobre isso. No entanto, nada... Só resta fazer apenas uma coisa agora...

Saindo do carro, ando até o motoqueiro mais próximo. Ter uma moto nessas circunstâncias ajudará e muito. Evitando pensar duas vezes, dou uma leve batida no capacete do indivíduo.

- Sim? – despreocupado, o rapaz me encara.

- Vou precisar de sua moto emprestada amigo!

- Ta maluco! Tenho uma entrega a fazer! – estranhando o pedido. O motoboy começa a religar seu brinquedinho.

Com raiva, o pego pelo braço. Nervoso, o jovem diz vários palavrões. Só que hoje, eu vou deixar passar...

- Amigo, pode se considerar preso por desacato! – maliciosamente digo aparentando serenidade.

- O que?

Mostrando meu distintivo, vejo o rapaz ficar branco como papel. Sorrindo, coloco minhas mãos no ombro dele.

- Olha só não o prendo, por que preciso daquela moto! – observo o temor nos olhos claros do motoqueiro. – Então se fizer o favor de me emprestá-la, esquecerei os lindos elogios que pronunciou agora pouco.

Engolindo a seco, o cara tremia mais do que uma criança assustada com o bicho-papão.

Com os dedos trêmulos ele me entrega as chaves.

- Pode retirá-la no final da tarde na delegacia mais próxima. – pegando não somente a chave, mas o capacete também. Ligo o veiculo o mais rápido. Tenho que chegar ao esquadrão o mais depressa possível. Essa história do Hollow e o Kaien martelam na minha cabeça, e é tão forte que dói...

- Oh rapaz onde pensa que vai? – pergunta um oficial de transito. – Não esta vendo que por causa da nova obra na estrada todos terão que ter esperar! – o tom de desdém utilizado é o motivo para quase atropelá-lo. Ainda bem que o velho é esperto e saiu da frente quando notou minha intenção! – Maluco quem você pensa que ser? Vou te prender seu imbecil!

- Kurosaki Ichigo, policial da divisão Especial Alpha senhor! – gritando, reparo que o cara arregala os olhos no rosto redondo. – Qualquer coisa fale com meu superior, Kuchiki Byakuya!

O homem praticamente cai no asfalto ao ouvir o nome do delegado. Rindo da expressão de Não acredito, do rechonchudo, piso fundo. Em minutos estarei na sede da força especial...

.

Ao finalmente estacionar, corro em direção as escadas. Não há tempo para esperar o elevador!

Subindo cada degrau depressa. Chego ao quinto andar sem fôlego...

- De-delegado Ku-Kuchiki! – abri a porta com desespero. Tem tantas perguntas a serem respondidas...

Ao deparar com o escritório contendo meus companheiros, procuro em volta pelo Byakuya.

- Idiota! – recebendo um soco da Kuchiki, ajoelho no chão de mármore da sala.

- Sua louca! Quer que eu perca todo o ar! – gritando, instantaneamente sinto uma dor ainda mais insuportável... – Maluca... – perdendo a fala, me contorço no chão. O chuto foi o pior...

- Por que chegou atrasado? – se aproximando, aprecio os olhos azuis em fúria da minha parceira. Sua respiração quente estranhamente me deixa encabulado... No entanto antes de ficar vermelho realmente, tento levantar. – Agradeça por meu irmão estar em uma reunião com os demais delegados! – diz Rukia, ao pisar no meu estomago e sair andando.

- Desgra... – nem consegui xingar a tampinha. A respiração falta até demais.

- Kurosaki-kun, deixa que eu te ajudo! – uma voz estranhamente conhecida, surge ao meu lado. O toque aveludado e frágil, realmente eu o conheço...

- Tudo bem Inoue, posso me levantar sozinho! Não precisa se preocupar! – um pouco recuperado da Surra, fico em pé.

- Quando vai aprender a ser um policial respeitado em Kurosaki?

- Ishida? – quem podia imaginar que ele também esta aqui. – Hum? Oi Sad!

Cumprimentando do mesmo modo calado, Sado dá um Oi ao estilo dele.

- Mas por que os membros do Esquadrão Beta estão aqui? – concordo, é uma pergunta estúpida... Mais eu tinha que fazer.

- Idiota! – fala Abarai ao ir até a janela ao lado da mesa de Byakuya. Ele esta mais sério que o normal. Tem alguma coisa grave acontecendo...

- Se tivesse chegado no horário programado, já estaria á par de tudo Kurosaki! – surgindo por trás, Hitsugaya mais parecia uma assombração.

- Desculpe Toushiro... – eu sei reconhecer quando estou errado. Maldito seja o transito dessa cidade!

- Ah, é Comandante Hitsugaya! – nervoso, ele processe: - Já que não temos outra coisa a fazer. A não ser esperar... Vou te dizer o porquê dos dois esquadrões estarem reunidos!

Engolindo a seco, presto atenção nas palavras de Toushiro.

- Nesse momento, todos os delegados se encontram em uma reunião com o general Yamamoto. – andando de um lado para o outro, ele parecia apreensivo.
– Tudo nos leva á crer, que se trata a respeito do caso Hollow e da morte do Kaien!

Meu coração gelou ao ouvir o inicio dessa explicação. Posso dizer que um frio na espinha abala toda minha coragem. Principalmente quando meu oficial começa a esclarecer as coisas...


Sammysam Rosa

Escrito por:

Sammy. Casada e apaixonada por livros. Gosto de literatura policial, suspense e terror. Típica pisciana, sonhadora e curiosa.

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