A morte espreita ao seu lado #4 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: A morte espreita ao seu lado #4

A morte espreita ao seu lado #4

08/12/2011


A morte espreita ao seu lado
Classificação: 13 anos
Gênero: Suspense
Baseado em Supernatural(Sobrenatural) e na creeypasta A Menina e oCão visto no site Medo B

(Capítulo Final)





A morte espreita ao seu lado
by Sammy



Capítulo Quatro – Hariti, o demônio em forma de mulher


- O que aconteceu? – perguntou Sam ao se aproximar da multidão em volta da casa.

- Pelo que parece você estava certo em vir para cá Sammy – respondeu Dean sério.

O homem exaltado continuava a gritar, pedia socorro e clamava por ajuda policial. Os irmãos prontamente se identificaram, mostrando os crachás falsos do FBI.

- Meu filho ainda esta lá! Ela era horrível, meu filho – falava o homem.

- Tudo bem senhor, nós vamos verificar a casa, por que não se acalma e deixa a gente fazer o serviço? – Dean era péssimo para tranqüilizar as pessoas, mesmo parecendo um tanto rude, conseguira que o homem desce passagem.

Sam entrará primeiro, ele procurava sinais pela casa e o menino que supostamente ainda estaria lá.

- Você esta sentido esse cheiro? – perguntou ele ao irmão mais velho.

- Enxofre! – constatou Dean. O forte aroma era predominante na casa, como um rastro deixado.


O aparelho de medir freqüência apitava alto, a energia ainda corria pela casa. Os irmãos andaram até darem de cara com o escritório, onde o menino tremia de medo. A criança estava abalada, o suor escorria de sua face branca, seus olhos castanhos arregalado piscavam lentamente.

- Oi – disse Sam ao se aproximar do menino. – Viemos ajudar, não precisa ter medo.

A criança deu um gemido de terror, ele balançava seu corpo para frente e para traz.

- Ela não vai mais voltar, eu te garanto – continuou o Winchester – Você pode nos ajudar contando alguma coisa amiginho?

O menino parou de repente, em sua boca a saliva escorria. Ele esticou o braço esquerdo, apontou com o dedo para um armário no canto do escritório.

Dean e Sam viraram rapidamente, o objeto estava cheio dos mais diversos livros, mas o menino tentava gritar, apontando para algo além das capas duras.

- É Buda, não? – perguntou Dean.

- É – respondeu o outro – Tem uma rachadura nele.

Os irmãos não entenderam o significado, voltaram ao menino, que se contorcia ao ver o deus japonês.

***
- Foi sorte a gente sair de lá antes que os policiais chegassem – falou Dean ao volante, os dois saíram às pressas da casa, afinal as sirenes já podiam ser ouvidas e eles não queriam levantar suspeita. – Oh Sam, estou falando com você!

- Desculpe Dean – lamentou o mais novo, no entanto ele ainda mantinha o foco no notebook, pesquisando sobre Buda e entidades demoníacas.

- Por que acha que Buda tem haver com isso? O menino podia ter se enganado. – disse Dean novamente, seu olhar passava do irmão a estrada.

- Não sei Dean, mas o modo que aquele menino estava, eu acho que estava dizendo a verdade. E outra, o Bobby mencionou um nome.

Sam tentava se lembrar das palavras de Bobby, o nome começava com H, algo como Haiti, Hayate, algo assim.

Ele continuou sua busca, aquela imagem do Buda rachada era a pista, ele sentia isso, algo em seu interior gritava, alertando que estava no caminho certo.

- Pare o carro! – gritou Sam estático.

Dean se assustou, mas fizera o que o irmão pediu, encostou bruscamente o Impala reclamando se algo tivesse acontecido, Sam pagaria do bolso.

- Acho que encontrei – começou o mais novo a dizer – “Hariti é um demônio que tinha como pratica comer crianças jovens, diz aqui que toda sua maldade era fruto da perda de suas próprias crianças.

- Ah sei, um demônio que enlouqueceu por que alguém matou seus filhos! – dizia Dean com um tom sarcástico – É sempre a mesma história.

Sam evitou responder, para que assim não contrariasse o irmão, ele voltou a contar sobre o mal que estavam enfrentando:

- Diz aqui Hariti foi procurar Buda, e que por suas palavras sabias havia decidido parar de comer.

- Mas ela não cumpriu o combinado pelo que parece! – falou o outro mal-humorado.

- Só há um jeito de sabermos – Sam conseguira que o irmão prestasse mais atenção e esperava que o mesmo aceitasse sua idéia – Vamos invocá-la.

- Você esta louco?

- É o único meio Dean e se for ela mesmo, tem um ritual que achei para exorcizá-la – Sam parecia confiante, ele informou as coordenadas de um galpão abandonado, que seria perfeito para o encontro e antes que seguissem adiante, passou uma mensagem a Bobby. Sam sabia que o amigo ficaria chateado se não dissessem para onde iriam.

***
O lugar era isolado de tudo e todos, perfeito para se invocar um ser do mal. Os Winchester preparam cada item que serviria para a invocação, inúmeros símbolos eram desenhados nas paredes e chão, eles apenas não esperavam ter a presença de alguém antes de terminar.

- Ora, ora, tudo isso para mim? – falou uma mulher em meio a sombras. Ela chegou como uma brisa, de modo que nem os caçadores pudessem sentir.

Hariti tinha longos cabelos negros, uma face tranqüila estranhamente serena para um demônio. Os irmãos logo constaram que se tratava da tal ao verem os orbes pretos da mulher.

- Os Winchester! – dizia ela com voz macia – Não achei que minha presença fosse tão especial para chamar a atenção de vocês!

Ela caminhava lentamente, observando com diversão os irmãos. Dean e Sam estavam estáticos, nem mesmo a faca de prata parecia assustar a demônio.

- Vamos, não sejam tímidos!

Sam engoliu a seco e foi o primeiro a falar:

- Foi você que matou Emily, não foi?

- Ah, a doce Emily! – Hariti lambia os lábios ao pensar na menina – Ela estava deliciosa, principalmente apavorada daquele jeito! Nem mesmo notou que eu estava lambendo a mão dela ao invés do cachorro.

A demônio ria com ironia, nem mesmo um pingo de culpa era percebido em seus olhos.

- Buda devia ter te guiado, é o que diz... – Sam parou de falar ao ver como Hariti debochava do deus oriental

- Buda? Aquele deus, não agüentaria ver no que o mundo se tornou! As crianças já nascem más e merecem morrer!

- Isso não é motivo para comê-las! – foi à vez de Dean tomar a iniciativa, já estava cansado de tudo aquilo.

- Não me faça rir moleque! – ameaçou ela – Esse mundo é apenas pecado! Graças a vocês que estamos rumando para o abismo! Eu estou apenas fazendo um favor ao mundo!

Dean sacou seu revólver, suas balas cheias de sal dariam um jeito no demônio, dando tempo para que Sam pudesse iniciar o exorcismo.

A primeira bala foi disparada, a mulher nem ao mesmo se moveu, observou o buraco em seu corpo e com o um sorriso maquiavélico, correu em direção ao Winchester. Sua força era extraordinária, ela segurava Dean pelo pescoço elevando o rapaz ao alto.
- Vocês não sabem com quem estão lidando! – ela apertava o pescoço de Dean, que se contorcia tentando respirar.

Sam pegara a folha que escreveu o exorcismo. Ele falava cada palavra o mais depressa possível, as luzes no galpão piscavam, o vento uivava feroz, mas Hariti apreciam sentir apenas cócegas.

Desesperado o mais novo apunhala a mulher pelas costas. O demônio uiva de dor ao sentir a lâmina em sua carne, largando Dean, que cai quase inconsciente. Hariti não costumava matar seres humanos adultos, mas aquele dia seria uma exceção, talvez os dois fossem mais saborosos que Emily.

O exorcismo pareciam não fazer efeito em Hariti. Por mais que Sammy continuasse, suas palavras soavam fazias, como se algo ainda faltasse.

A porta do galpão rangeu, a demônio assustada parou, seus olhos procuravam a presença poderosa que sentia. Uma energia pura emanava de algum lugar, como se o sol estivesse nascendo na noite. Hariti estava acuada, até que ouviu.

Alguém começou a dizer em um dialeto diferente, o que fazia a demônio se contorcer no chão, gritando, implorando clemência.

Os Winchesters olharam surpresos para a porta que se abria com força. O vento parecia jorrar, cortando a pele dos irmãos. Em meio à ventania, Bobby chegou até os seus meninos. Foi até Dean e ajudou a carregar o mesmo.

- Vamos rápido! Temos que dar o fora daqui! – gritava ele para Sam. – Vamos antes de ele terminar!

Os três seguiram em direção a saída, enquanto Hariti continuava aos berros, esfolando a carne de seus dedos, tentando de alguma forma extinguir a dor que sentia.

Do outro lado um homem oriental continuava com seus dizeres como que se recitasse um canto antigo, com um dialeto nobre e há muito esquecido. E com um grande clarão e fagulhas negras lançando-se às paredes do local, ele terminou sua prece sendo seguido de uma grande explosão ofuscante.


***

Dean conferia se seu Impala estava em condições, detestaria viajar com qualquer estrago que fosse.

Sam organizou as coisas, verificando se tudo estava no carro. Ele nem acreditava como conseguiram escapar.

- Bobby mais uma vez obrigado! – dizia Sam abraçando o velho amigo.

- É o meu dever! Eu já disse que vocês são como filhos para mim!

- Eu ainda não entendi o lance daquela demônio, por que o Sam não conseguiu mandá-la para o inferno? – perguntou Dean.

- Hariti somente podia ser derrota por um servo de Buda – respondeu o homem misterioso, seus olhos puxados eram calmos.

- Valeu mesmo Akio! – Dean estende sua mão ao caçador, se não fosse por ele, jamais derrotariam Hariti.

Akio amigo de longa data de Bobby não pensou duas vezes ao saber do demônio. Mesmo tendo se aposentado das caçadas, jamais negaria derrotar o mal em nome do bem.

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