Quatorze de Janeiro - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Quatorze de Janeiro

Quatorze de Janeiro

14/01/2012


Quatorze de Janeiro
Classificação: Livre
Gênero: Romance
Baseado em Bleach


Quatorze de Janeiro
por Sammy



Odia nascia como outro qualquer. Os moradores de Karakura se preparavam para suas tarefas do cotidiano, muitos trabalhavam, outros cuidavam de seus afazeres em casa e as crianças se divertiam ansiosas por mais um dia de férias. Era dia quatorze de janeiro, talvez uma data comum para muitos, mas que era especial para uma certeza pessoa.

Kuchiki Rukia fazia aniversário e seus amigos já planejavam tudo há semanas. Inoue convidou a todos para uma modesta festa em seu apartamento para a amiga, disse que prepararia o bolo com a ajuda de Tatsuki, esta, porém prometeu a todos não deixar com que a ruiva fizesse alguma de suas “receitas”.

Os amigos mais íntimos receberam o convite, eles queriam uma festa surpresa por conta do longo ano que passaram separados da morena. Mas Rukia acabou por descobrir dias antes, mesmo não tendo a “surpresa”, eles dariam uma bela festa recheada de presentes e bons sentimentos para a amiga.

No entanto mais alguém além da aniversariante estava com os nervos a flor da pele. Kurosaki Ichigo passava de loja em loja, com a esperança de encontrar o presente perfeito para Rukia. Ele decidiu ir sozinho, para escolher com cuidado o que dar a Kuchiki, mas por um instante ele cogitou a idéia de ter chamado uma das irmãs para que assim conseguisse algo que a baixinha gostasse.

O Morango conhecia seus gostos, na verdade tudo a respeito de Rukia ele sabia. Passaram tanto tempo juntos, que os laços foram se tornando fortes e a convivência por mais complicada que fosse, foi o suficiente para que Ichigo a conhecesse como ninguém.

- Champy – ele disse ao sair de uma loja de brinquedos.

Só que mesmo passando em cada estabelecimento, o ruivo não conseguia encontrar o coelho que tanto Rukia adorava. Ela chegou a desenhar em seu armário de madeira várias imagens desse coelho, era quase como uma obsessão. Para tudo Rukia desenhava o Champy e para Ichigo, esse seria o presente ideal para ela.

Já se passava do meio dia e com as mãos vazias o ruivo praguejava. Nenhuma loja em Kakakura tinha o coelho, os vendedores lhe disseram estar em falta no mercado. Era estranho pensar que uma pelúcia daquela tinha se esgotado tão rápido, talvez existisse mais fãs do coelho como Rukia, ou então...

- Byakuya!

Era um palpite bobo, mas quem sabe o irmão de Rukia não aproveitou o dia para comprar todos os Champys e estragar o momento que Ichigo poderia ter com ela. Não, disse para si mesmo, o Kuchiki não faria isso, ou será que sim?

Ichigo sacudiu a cabeça em sinal de negação, os rebeldes fios alaranjados se destacavam com a luz do sol. Ele parou para pensar, observou as nuvens brancas em contraste com o azul límpido do céu e algo lhe passou pela mente. Era obvio o que precisava fazer, mas talvez demorasse em ficar pronto e pelo tempo que julgava, talvez até perdesse a festa de Rukia, mas era por uma boa causa não é?

Rukia não demorou para se aprontar, colocou um vestido floral que batia até o calcanhar, ajeitou seu curto cabelo negro e desceu para ir até a casa de Inoue. Ela estava ansiosa para a festa e sorrindo, desceu as escadas onde quase se chocou com Ichigo. O rapaz nem ao menos se desculpou, ele parecia com pressa e logo se dirigiu para a cozinha.

A morena pouco se importou, não ficaria nervosa hoje. Afinal, não é sempre que se faz aniversário, mesmo estando tecnicamente “morta”, a pequena shinigami estava contente de poder celebrar ao lado das pessoas que gostava.

Antes de seguir ao seu destino, Rukia deu uma espiada na cozinha. O ruivo parecia agitado, procurando alguma coisa entre um armário e outro, uma forma estava posta sobre a mesa, ao lado dela uma grande e grossa barra de chocolate, mas o que realmente lhe chamou a atenção foi o molde de plástico em forma de coelho que também se encontrava na mesa. Ela corou ao pensar que ele, justamente ele estivesse cozinhando algo para ela, especialmente em forma de Champy!

Dando uma leve risada, a Kuchiki decide ir para a festa, deixaria Ichigo sozinho, tentando “fazer” seu presente.

***

O apartamento de Orihime estava cheio de balões coloridos e enfeites de aniversário, na mesa uma toalha grande cor de rosa foi exposta para colocar a comida. Salgados, doces, refrigerantes e o bolo estavam lado a lado, para que cada um pudesse se satisfizer a vontade.

Rukia ganhou lindas lembranças dos amigos. Um vestido azul com laço, feito à mão por Ishida, uma presilha em forma de flor de Chad, um colar com pingente de coelho de Inoue e o mais estranho foram às luvas de boxe de Tatsuki. A shinigami ficou contente por cada presente ganho, mas mesmo assim, ela esperava por Ichigo. Passavam as horas e nada do Morango chegar, a festa estava por terminar e Rukia se preocupava.

Em casa Ichigo aguardava o chocolate ficar consistente o suficiente para retirar do molde. Foi uma sorte sua achar o livro de receita de Izu dizendo passo a passo como fazer o doce, mas ele não contava que pudesse demorar tanto!

Ele olhou no relógio, a festa já começou há tempos e talvez estivesse terminando, nunca conseguiria chegar. A ponto de desistir, o ruivo foi chegar à consistência mais uma vez do chocolate, pronto ou não ele tiraria da forma! Para sua sorte nenhum pedaço foi quebrado e com delicadeza, ele coloca o presente uma caixa de madeira forrada por plástico. Fechando o embrulho, Ichigo sai em disparada para a porta, quando chegasse daria um jeito na cozinha, era melhor limpar do que ver Izu chamando sua atenção.

Ao girar a maçaneta dourada, eis que Ichigo se surpreende. Rukia o aguardava ao lado de fora com um sorriso na face suave.

- Rukia, eu... – ele não sabia o que falar. Perdeu a comemoração e com certeza a baixinha estaria enfurecida.

Mas seu espanto foi ainda maior, quando ela se aproximou dele, levantou os pequenos pés para alcançá-lo e depositar em seus lábios um singelo beijo de agradecimento.

- Eu vi o que você estava fazendo Ichigo! – começou ela – Não tem o que se preocupar! A nossa festa começa agora! – ela entoou o “nossa” se referindo exclusivamente a ela e Ichigo.

O rapaz compreendeu o que ela queria dizer e abraçando ele retribuiu o carinho com outro beijo, mas esse ainda mais apaixonante do que os outros que trocaram na manhã do dia quatorze de janeiro.  

Sammysam Rosa

Escrito por:

Sammy. Casada e apaixonada por livros. Gosto de literatura policial, suspense e terror. Típica pisciana, sonhadora e curiosa.

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