Memórias de um Policial #5 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Memórias de um Policial #5

Memórias de um Policial #5

25/01/2012


Memórias de um Policial - Um Assassino entre nós
Classificação: 13 anos
Gênero: Ação, Mistério, Universo Alternativo
Baseado em Bleach

*Conheça o Capítulo Um, Capítulo Dois, Capítulo Três e Capítulo Quatro


Memórias de um Policial
Um Assassino entre nós
por Sammy


Capítulo Cinco


A naftalina é tão presente no ar que chega a ser incomodante. A luz forte parece cegar minha visão, que por hora encontra-se muito embasada.

Procuro saber onde estou, olho em volta mesmo com a vista ruim. Uma sala branca, com paredes revestidas de azulejos contendo desenhos em azul. A forma destes parece com folhas e flores, uma imagem agradável para aquela saleta tão silenciosa...

Ao perceber a cama em que me encontro deitado, reparo o quão dolorido meu braço esta. Os pingos do que acredito ser um tipo de soro, é tão abafado que demoro a constatar o remédio sendo diluído por entre a minha veia... Por isso a dor, já que ao percorrer o caminho indo direto para o sangue, sinto uma queimação que é até suportável, mas ainda sim incomodativa.

Suspirando, finalmente compreendo minha localização. O mais provável é que estou em um hospital, mas o estranho é sentir que já estive aqui...

Com uma das mãos na testa, fecho os olhos. Mesmo tentando me concentrar, não consigo lembrar qual a razão de ter parado em um pronto-socorro, ou seja, lá o que isso for...

- Droga! – esbravejando por não conseguir extrair um pingo de memória da minha cabeça, respiro fundo para conter a ira que começo a nutrir sobre mim mesmo.

O cheiro de remédio é tão intenso, que por um momento a náusea toma conta. Com o estômago embrulhado, e uma forte vontade de vomitar, constato já ter estado mal assim... No entanto, a única recordação que vem em mente é um conjunto de palavras confusas... Amigo, leal, morte e jamais. Onde se misturam com o nome do Kaien.

Ânsia é grande o bastante para fazer com que eu perca o controle. Não me importando com o chão limpo que brilha como um espelho. Vômito sem a menor cerimônia.

Segurando a grade de metal do leito, solto mais e mais liquido pela boca. Meu desespero aumenta em frações de segundos, quando vejo que é sangue a sair.

Com o medo surgindo tão forte como um raio e tão avassalador igual a uma tempestade, me reviro na cama. Minhas pernas empurram o lençol e ao avistar o chão abaixo, um rio vermelho avança rapidamente. O sangue rubro, brilhante, ganha vida e ondas estão a fazer meu leito flutuar...

A aflição faz com que eu grite, pedindo por socorro. Por mais que suplique, minha voz não sai... O único som que permanece é a risada sombria em minha frente.

Encostado na porta trancada, alguém ri. Sua alegria é o fruto da minha desgraça. Aquele sorriso honesto, caloroso. A íris compreensiva, que mostrou ser amigável a ponto de me sentir acolhido em um lugar desconhecido, aprecia minha desesperança.

Implorei para que me ajudasse a sair daquele mar de seiva, a qual eu estou a mergulhar... Só nada, ele apenas aponta, dizendo para ter cuidado com um porão. Que a Morte me espera no porão e ela esta sedenta, querendo devorar minha alma...

Assim que ele para de falar, seus olhos me encaram seriamente. As águas vermelhas, agora prestes a me afogarem, aumentam até cobrir meu corpo por completo... Fechando as pupilas, deixo-me mergulhar no sangue do qual sairá dos meus próprios lábios...

.

- Ichigo! Ichigo! – uma voz doce e assim mesmo séria, chama meu nome. – Vamos seu completo idiota! Acorda!

Juro que senti o soco sendo pesado, como tijolos que caem do céu. A dor em meu rosto me fez abrir os olhos. Checando se o queixo, ou os dentes estão fora do lugar, surpreendo-me com o quarto... Um déjá-vu surge e observando o nada, noto a mão pequena estapeando minha face diversas vezes...

- Imbecil! Quer me matar de preocupação! – a familiaridade daquela presença, é terna quanto o perfume embalado por seu corpo.

- Senhorita Kuchiki! – repreendendo a baixinha, uma segunda mulher intervém. Os cabelos negros cumpridos são trancados até a cintura. Olhos profundos, azuis escuros assim como uma noite sombria, são de dar calafrios... – Acalme-se, por favor! Se continuar a bater no Kurosaki-kun, é certo dele permanecer aqui por mais tempo!

- Apenas me deixe dar mais uns bons socos nele! – nervosa Rukia fecha os punhos. Mas logo muda de idéia, ao ver o sorriso um tanto aterrorizante da outra...

- Vejo que está mais disposto Kurosaki-kun! – dirigindo a palavra a mim, me pergunto se os socos e tapas contam como melhora. – Sou a Comandante Unohana Retsu, responsável pela Força Médica Niu.

Mas antes de continuar a se apresentar, ou dizer o motivo de eu estar ali, um grito fino e desesperado corta as explicações da mulher.

- COMANDANTE UNAHANA!

Aparecendo na entrada do quarto, sem fôlego e completamente ansioso, o jovem coloca as mãos nos joelhos a modo de recuperar a respiração perdida... Atrapalhado, o rapaz começa a contar em meias palavras o que esta ocorrendo.

Cabelo liso indo até metade do pescoço, com fios escuros, olhos arregalados no tom azul quase puxando ao preto e uma face tão assustada como de uma criança que acabou de ver uma assombração, somente podia ser uma pessoa...

- O que houve Hanatarou? – preocupada, Unohana o questiona.

- A vice-comandante Hinamori, ela... Sumiu!

Todos nós o observamos surpreso, principalmente a responsável pela Força Médica. Eu não sei ao certo, somente tenho consciência que Momo estava hospitalizada. Fazia meses que se encontrava em observação e foi afastada por ordem médica... Essa foi à notícia dada pelo Toushiro, assim que o Esquadrão Alpha ficou sabendo do seu acidente...

- Avise o Comandante Hitsugaya imediatamente, Hanatarou!

- S-sim senhora! – do mesmo jeito espalhafatoso que entrou, Yamada desapareceu por entre os corredores mal iluminados.

- Peço que me dêem licença por um breve instante – de um modo bem formal e tranqüilo, a comandante se retira.

Ficando apenas eu e Rukia, viro para o lado esquerdo a fim de encontrar sua presença. A Kuchiki fita o chão, com os dedos segurando firme a calça, ela parece transtornada com a situação...

- Rukia... – murmuro.

- Ichi, por que temos que passar por isso? – entendo que a vontade dela é chorar. Só que sendo forte do modo que eu a admiro, a baixinha segura às lágrimas já com os olhos escarlate. - Primeiro o Kaien, agora a Momo! Quando teremos dias tranqüilos?

-... Eu não sei... – sendo essa minha resposta, encosto minha cabeça no travesseiro. Admirando o teto, penso em qual solução e atitude tomar...

Somente podemos fazer uma coisa agora... E pressinto que não estaremos sozinhos nesse plano que acabo de formular...

Sammysam Rosa

Escrito por:

Sammy. 29 anos, casada e apaixonada por livros. Gosto de literatura policial, suspense e terror. Típica pisciana, sonhadora e curiosa.

3 comentários:

  1. Obrigada Sammy! Bom, devo escrever bem já que sou redatora-chefe da j-hero. ^^Não sei, escrevo quando estou mal, principalmente poesia, e quando estou bem também, as coisas saem mais leves, pois, escrevo coisas muito pesadas e sombrias quando estou triste. Não sei bem mas, mesmo estando mal consigo escrever A rosa de Miguel. Mas tenho que estar centrada naquilo, "pura" como eu penso, sem mais ninguém na cabeça. Coloco NightWish pra tocar e o metal sinfônico faz com que tudo flua melhor! ^^
    Ah perguntinha, pode ma passar o link de onde vc pegou esse menu? Eu tenho um parecido mas ele não gira ç.ç!
    Até, logo logo posto mais ok ^^

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  2. Ola Sammy!
    Estou passando hoje porque fui vítima de uma brincadeira onde deveria indicar outros blogs e eu indiquei o seu! Passa lá, ok?
    O links da brincadeira é: http://contosdouniversoparalelo.blogspot.com/2012/01/perguntas-intimas.html
    Ah, e pode ficar tranquila que não é nada de ruim não, ok?

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  3. Olá, Parabéns pelo seu blog, venho aqui divulgar a minha loja virtual, http://www.boutiquevintage.tanlup.com espero que de uma olhadinha, tenho certeza que você vai ser apaixonar, beijão e sucesso no seu blog.

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