A fazendeira e o ladrão #4 - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: A fazendeira e o ladrão #4

A fazendeira e o ladrão #4

21/08/2012




O Príncipe das Estrelas - A Fazendeira e o Ladrão
Classificação: 16 anos
Gênero: Romance, Drama (Long-Fic)
Baseado em Harvest Moon DS Cute

Capítulos Anteriores:



O Príncipe das Estrelas
A Fazendeira e o Ladrão
por Sammy


Capítulo Quatro



Claire se despediu de Gutz muito feliz por conseguido mais um dos Sprites, ainda faltava uma grande parte deles, mas a garota já estava contente de seu primeiro dia já ter resgatado dois. Distraída com seus pensamentos, ela não nota a insistência de certa jovem ao chamar seu nome. Lumina correu para alcançar à amiga, que parecia entretida em seu próprio mundo, seus curtos cabelos castanhos balançavam enquanto seguia em direção a Claire, o sol banhando aqueles fios, iluminando cada extensão dele.

Ao finalmente chamar atenção da loira, Lumina ouve seu sincero pedido de desculpas, ela compreendia que esse jeito meio avoado era típico quando Claire tinha um problema dos grandes. Ela esperou que a amiga pudesse compartilhar o fosse que a afligia, mas a fazendeira apenas se silenciou aguardando que Lumina lhe disse o porquê de seu chamado.

- Claire eu queria mesmo falar com você! A vovó mandou lhe convidar para jantar conosco esta noite, você vai não é? – Lumina tinha os orbes brilhantes esperando a afirmação de Claire, ela adorava sua companhia, seu modo simples e amizade forte conquistaram a todos da família, em especial a avó.

- Vou adorar Lumina! – sorridente a fazendeira confirma sua presença, alegrando a jovem de cabelos curtos.

Combinando os detalhes do jantar e as horas, Lumina se despede com alegria de Claire, ela estava ansiosa para mais tarde e foi correndo contar as novidades para a avó. Claire aproveitou as horas livres que teria para fazer seu rotineiro trabalho e assim o tempo logo passaria, havia muito que fazer como cortar lenha e procurar flores e ervas que pudesse vender para ganhar algum lucro até seus vegetais e legumes pudessem ser colhidos.

Com a chegada das quatro da tarde, Claire percebeu que precisa ir até a fazenda de Vesta, se ela quisesse ter mais lucro, teria que ter mais sementes. Vesta era dona de um magnífico terreno, onde tinha uma grande plantação e duas casas, sendo uma delas sua loja e uma estufa. Realmente a fazenda era a maior de Forget Me Not, seus vegetais era o orgulho do vale, sempre suculentos e vistosos.

Vesta cuida de tudo com a ajuda de seu irmão Marlin e sua sobrinha Célia. Marlin tem um ar de poucos amigos, fala o mínimo possível com quem não conhece e em seu rosto vemos a expressão amarga que parece ser uma mascara que usa para esconder seus verdadeiros sentimentos. Vesta e Célia são alegres e simpáticas, sempre com um sorriso estampado em seus rostos.

Chegando a fazendo, Claire se depara não apenas com os três donos, mas também com Galen, um gentil senhor que adora passar as tardes na companhia de Marlin, sempre lhe contando como foram seus anos de juventude.

- Oh Claire! – diz Vesta com entusiasmo. – Aposto que veio comprar sementes não é?

- Isso mesmo! – responde a loira confiante. – Vou querer de batata e morango.

- Célia querida, pode pega-las para mim?

Célia responde com um aceno e logo vai à busca das sementes. Enquanto espera, Claire visualiza a loja e avistando Marlin e Galen, decide cumprimentá-los.

- Olá Galen, como vai a Nina? Olá Marlin, tudo bem com você?

- Oh minha querida, que consideração da sua parte! – responde o senhor com simpatia.
- Ela vai muito bem, tente ir qualquer dia nos visitar, ela adorara sua companhia.

- Pode deixar – diz Claire, que olha de relance para Marlin esperando o rapaz lhe falar.

-... Oi Claire - comenta Marlin, ele esta cabisbaixo olhando para a fenda da janela, não havia muito interesse em sua parte de continuar uma conversa.

Vesta tentava se desculpar pelo irmão, ela detestava quando ele ficava de mau humor de uma hora para outra, mas Claire negou as desculpas alegando já estar costumada com o modo de Marlin, ela sabia que era apenas fachada, que no fundo ele era uma pessoa muito agradável. Pegando suas sementes, a fazendeira agradece pelas mesmas e Vesta lhe convida a voltar mais vezes, pois em algumas semanas terão mais variedades e ela tende a fazer um bom preço se Claire as comprar.

Já passavam da cinco da tarde quando a Claire saiu da loja, antes de seguir seu caminho ela observou a imensidão de beleza que era a fazenda de Vesta. A grama parecia ainda mais reluzente com os últimos raios do sol, os vegetais estavam prestes a brotar revelando a maravilha que eram. Em seu mais profundo desejo, Claire queria que sua fazenda fosse daquele modo, um orgulho para Forget Me Not.

Ela olhou uma ultima vez em volta, a brisa da tarde era leve e aconchegante banhando a face rosa da jovem, ela notou uma estrada de pedra que entre as montanhas do vale e chegando mais perto, Claire se lembrou que ai era o caminho para Mineral Town, a cidade em que ela havia partido há alguns meses atrás.

Uma saudade bateu em seu coração, havia muitas pessoas que ela deixou para trás, amigos que mesmo longe estariam sempre ao seu lado. Ela sentia falta de sua antiga casa, das conversas que tinha com Karen, as visitas ao rancho de Pupori e as alegre brincadeiras com Stu e May. Mas em meio às lembranças felizes, havia uma recordação amarga, que Claire jamais podia esquecer o sofrimento, a humilhação, dor, tudo parecia que tinha acontecido no dia anterior, era muito nítida aquela visão, aquele dia em que Ele apunhalou seu coração, fazendo-o sangrar de tristeza.

Claire levou seu braço junto ao peito e caminhou até próximo a montanha, mesmo com a dor, ela não podia deixar se abalar novamente, havia pessoas que a amavam, seus amigos... Ela não saiba o que de fato a estava empurrando para aquele caminho, algo em seu intimo a dizia para dar mais um passo, quem sabe até desse para ver as luzes dos postes de Mineral Town.

Mas antes que pudesse dar qualquer passo adiante, uma luz forte penetra em seus olhos, ofuscando sua visão, era branca e resplandecente.

- Sinto muito Claire! – dizia uma voz masculina bem suave. – Mas você não pode voltar a Mineral Town, são ordens da... – antes de poder continuar sua frase, o pequeno Sprite olha ao redor e reconhece que ela não estava mais no mundo mágico, e sim em Forget Me Not.

O ajudante da Deusa se apresentou como Jackie e agradeceu aos quatro cantos pela sua volta, alegre por Claire tê-lo salvado. A jovem não entendia muito bem o que de fato havia se passado, ela nada fez e mesmo assim mais um Sprite tinha retornado.

***


De volta em casa, Claire tratou de tomar um banho e se aprontar para o jantar na casa de Lumina. Assim que terminou, deu longas escovadas em seus fios dourados, revelando a maciez e brilho de seus longos cabelos. Procurou alguma roupa que lhe caísse bem, mas optou pelo seu simples macacão azul escuro que ia até o calcanhar e uma camiseta de manga longa branca com listras vermelhas.

Ela fechou toda a casa e antes de sair observou a lua. Era uma noite de luar intenso, com um brilho mágico, tudo esta clareado pela luz da lua. Os orbes de Claire pulsavam tão negros como o azul da noite.

A mansão de Romana se situava na parte oeste do vale, uma esplendorosa construção feita de tijolos de mármore, suas janelas tinham decorações em dourado e uma majestosa fonte se encontrava a metros da entrada principal. Claire não resistiu e antes mesmo de pensar em tocar a campainha, ela estava admirando a fonte, a água jorrando, limpa e brilhante. Foi quando aconteceu, uma luz branca invadiu toda a área, a jovem já sabia o que se tratava a magia esta ao redor daquele clarão.

Jum, líder da equipe Marrom havia retornado, ainda faltavam uma grande parte de Sprites para serem resgatados, mas Claire sabia que a cada guardião salvo, Goddess estava mais perto de ser salva.

- Lady Claire! – uma voz suave lhe chama a atenção – O que faz aqui fora? Miss Romana a espera. Vamos para dentro, antes que a senhorita possa pegar uma gripe com esse vento gelado.

Era Sebastian mordomo de Romana, um senhor sorridente, que conduziu Claire até as pessoas que a aguardam ansiosas. Ao entrarem, uma bela melodia vinha do piano de cauda, uma canção delicada e harmoniosa, assim como a pessoa tocava.

- Claire! – falou Lumina ao deixar o piano. – Que bom você ter vindo! A vovó esta começando a achar que você não viria mais! – ela completou a frase com um abraço, sendo correspondia pela amiga. – A vovó esta no quarto, por que você não vai até ela enquanto ajudo Sebastian a arrumar a mesa?

Claire concordou e indo em direção ao quarto, ela bate na porta de veludo e ouve alguém no fundo responder:

- Pode entrar! Esta aberta. – convidou a voz feminina.

Ao entrar, viu Romana que portava seu longo vestido branco rendado, ela observava atentamente a um quadro na parede. Seu olhar cansado admirava a pintura alegre do artista.

- Chegue mais perto querida Claire, quero que veja essa pintura. – falou Romana, sua voz era calma e aconchegante.

A jovem se aproximou, ouviu os estalos da madeira queimando na lareira, o fogo brando, deixando o quarto em uma temperatura gostosa.

- Lindo não é? – perguntou Romana sem tirar os olhos da pintura.

- Muito! – respondeu Claire admirada, o azul em contraste com o vermelho, o desenho parecia ganhar vida naquele quadro.

- Um pintor chamado Jeff o criou.

- Jeff? – refletiu Claire, aquele nome lhe era familiar.

Romana lhe contou que o pintor morava em Mineral Town, a mesma cidade em que Claire viveu. Ao que parecia ele sofria de dores de estomago e mesmo assim pintava para aliviar sua alma, mas em meio ao auge da fama, ele morreu por conta da doença.

Olhar de Claire foi ao chão, uma lágrima teimava em rolar, ela sabia exatamente de quem se tratava. Jeff era pai de Karen, sua melhor amiga. Se ela não tivesse tão absorvida com seus problemas quando saiu de Mineral Town, tinha certeza que Karen a procuraria para relatar o que ocorreu. Mas Karen sabia, ela mais do que ninguém, estava sabendo o que afligia a loira, e Claire compreendeu que aquele gesto de silencio era a maneira de Karen não apenas preservar seu próprio sofrimento, como o da amiga.

- Vovó, o jantar esta servido. – falou Lumina sorridente.

Por sorte nenhuma das duas percebeu o que se passou com Claire, afinal a fazendeira apreendeu na dor, a esconder tudo o que sentia. Para ela era mais fácil se mostrar forte, ao desabafar a alguém sua tristeza.

O jantar foi fabuloso, repleto dos mais variados pratos. Sebastian mostrava o quão talentoso era na cozinha. Anos de pratica, ele dizia. Claire estava satisfeita, deslumbrou um belo jantar na companhia daqueles que a consideravam como membro da família, pelo menos foi isso que Lumina lhe disse e sendo confirmado por Romana.

As horas foram passando, e em meio a tanta conversa, eis que a fazendeira resolve já ser a hora de partir. Tinha que descansar para mais um dia, despedindo-se de todos, ela caminha para a porta principal, lá fora o encanta da fonte a hipnotiza de tal maneira que Claire não percebe um par de esmeraldas a observava com deslumbre.

- Olá moça bonita! – falou uma voz masculina. Era um timbre envolvente, que arrepiou a pele de Claire.
A jovem se virou, mas por um momento não acreditou no que seus olhos viam, ela encarava um verde sombrio, escuro como uma esmeralda. A pele de marfim, acompanhada de fios prateados que desciam até o pescoço, emoldurando uma face fina.

Um sorriso sedutor brotava dos lábios daquele rapaz, ao perceber o quanto sua doce moça o observava tão intensamente, era um momento repleto de sentimento. Claire sentia seu coração ao pulo, a boca seca, enquanto que seu rosto corava apresentando um rubro delicado que encantava o misterioso rapaz.

- É raro um homem como eu encontrar uma dama tão linda, nessa maravilhosa noite de luar. – sua voz percorria o curto espoco entre ele Claire, deixando a moça ainda mais sem ar pelas encantadoras palavras que saiam daqueles lábios. – Talvez o Príncipe das Estrelas finalmente tenha encontrado sua Princesa!

Ele estendeu sua mão para jovem, como se a convidasse para dançar, uma musica que apenas Claire escutava, mas sabia que ele também podia ouvir. Ela esta aponto de se render aos encantos daquele sedutor homem, fazia tempos que não ouvia palavras como aquelas. Seu coração clamava por amor e algo naqueles orbes verdes a puxavam, ela se sentia flutuando, o azul em encontro as esmeraldas.

- Deixe a em paz! – gritou alguém.

A mágica havia se desfeito, Claire se virou e Lumina vinha correndo ao seu encontro, berrando aos ventos que o rapaz se afastasse da amiga.

- Eu sei muito bem quem você! – dizia Lumina com raiva. – Você é o famoso ladrão Skye! Você é procurado por seduzir e roubar mulheres por onde passa! Eu vi sua foto no jornal!

O rapaz sorria, então aquela fama corria até pelos jornais. Mas ele não se importava, era sempre assim em todas as cidades, em pensar que logo uma vila no interior pudesse saber dele. Era irônico até, no entanto ele não deixaria Forget Me Not sem seu valioso premio. Tudo que esperava encontrar aqui estava bem a sua frente. Realmente era bela, uma princesa em meio à roupa de plebeus, ele tinha as cartas certas e sabia o quanto Claire esperava por ele!

- Acho que meu tempo aqui acabou. – pegando a mão direita de Claire, ele a beija em sinal de cumprimento e volta a fixar seu olhar para ela. Aquele azul era penetrante, igual o verde de seus próprios orbes – Me nome é Phantom Skye, e algo me diz que nos encontraremos de novo Claire. Esta escrito nas estrelas!

- Espere! – gritou Lumina novamente, não o deixaria escapar.

- Não fique brava linda! Não deixe que a raiva roube a beleza de sua face! – falou Skye sumindo entre as sombras.

Lumina corou, seu rosto era de um vermelho intenso. As palavras de Skye eram belas, ele tinha uma boa lábia e ela caiu, mas pouco se importava.

- Não consegui ir atrás dele – disse Luminia ao meio de uma risada – Esse ladrão realmente é muito charmoso!

Claire saiu em silencio, ela caminhava em direção a sua fazenda. Apenas a lua era testemunha do que acontecia em seu interior. Em sua mente, a lembrança de Skye era nítida, forte, e mesmo que fechasse os olhos, podia sentir em sua pele a temor daquela voz. Tão lindo, disse para si mesma, o coração batendo como nunca bateu antes. Aquela sensação, aquele pavor em seu interior. Ela conhecia muito bem aqueles sinais, estava acontecendo novamente, nunca pensou que um dia aquele sentimento pudesse voltar. Logo palavras que ela sequer ousava dizer, saia novamente em seus lábios, com a diferença que agora era em Phantom Skye que ela pensava.

- Seria possível aquele belo ladrão amar alguém? Alguém como eu?

Lagrimas rolavam em sua face, banhando suas bochechas, ela levou as mãos a fim de segurar o choro. Outra vez, estava acontecendo, seu coração era assim tão estúpido para se apaixonar novamente? Por que ela não conseguia ouvir a Razão?

Mais uma frase surgia em seu pensamento e foi a que mais lhe assustou, ela olhou para a lua imensa no céu da noite.

- Quero encontrá-lo novamente. Que as estrelas estejam certas, Phantom Skye.

Houve um problema com a postagem anterior desse capítulo, por isso ele esta sendo postado novamente.

7 comentários:

  1. Hey :)
    Não conhecia a história,então li os outros capítulos,mas meus parabéns *-*
    Você escreve muito bem,além de resenhar >.<

    E ai vendo algum anime?
    Beijos e tenha uma excelente semana

    RIMAS DO PRETO

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  2. ei, Sammy! que bacana o que você escreve x)
    confesso que ainda não tinha lido nada, tive que voltar ao inicio! sucesso pra sua história e para os seus personagens encantadores!

    ps: Lumina é o nome de uma das personagens do livro que escrevo tb haha

    beijos - Rascunhos e Borrões

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  3. Adorei a história, serio. Tirarei um tempo para ler os capítulos anteriores. Parabéns viu?

    http://princesazika.blogspot.com.br

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  4. Oi Sammy! Que legal sua história, queria eu poder escrever assim!

    bjO

    www.leitorait.com

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  5. Bah, Sammy, nem vou comentar por completo agora porque terei de ir lá para o início da história para entendê-la melhor, mas pelo que eu percebi se trata de um conto muito bom, bem criativo.
    Amei os nomes dos personagens. *-*

    Beijo!
    http://miasodre.blogspot.com.br/

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  6. Opa, temos alguém aqui que escreve, que coisa boa, já esta no quarto capítulo, vou ler todos com calma, parece ser uma história ótima, desejo todo sucesso nesta empreitada viu.

    Vanessa - Blog do Balaio

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  7. Oi Sammy!
    Finalmente achei a sua fanfic republicada, hehe.
    Espero que poste os outros capítulos.

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