Resenha - Filho da Terra - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha - Filho da Terra

Resenha - Filho da Terra

26/08/2013


Título: Filho da Terra (Livro II da Saga Os Quatros Elementos)
Autora: Josy Stoque
Indepente
Sinopse: A SENSIBILIDADE FERE. Você já se sentiu tão deslocado que faria qualquer coisa para ser aceito? E se sempre agisse de maneira correta como um bom filho, namorado e chefe e, mesmo assim, se tornasse um inimigo dentro de sua própria casa? Na noite em que Lucca Gonçalves decide pedir a mão de Vitória em casamento, se depara com uma desconhecida e perturbadora índia. O mundo se refaz de verde e marrom. O chocolate dos olhos dela. O ônix o convida a acreditar quando uma lenda indígena questiona sua legítima identidade. Suas defesas se abalam. Um homem enraizado entre o certo e o errado, ferido pelas escolhas e suas consequências. A razão e o sentimento brigam para guiá-lo. Engolido pela terra, enfrenta a morte enquanto precisa se remodelar. Mas a sensibilidade intrusa desnorteia sua mente.


O arqueólogo Lucca Gonçalves sempre se sentiu diferente e inferior perante o povo de Corumbá, seu modo de ser e aspecto físico, o faziam refletir sobre quem era e da onde viera, mas nunca conseguiu de fato uma resposta. Faltando poucos dias para seu casamento com Vitória, filha do temido coronel da região, Lucca se surpreende com fatos estranhos que passam a cerca sua vida.

Ao conhecer a bela índia Mainá e saber sobre a lenda do Filho da Terra, Lucca reluta, mas percebe que este pode sim explicar muita coisa a seu respeito. Com a proximidade e convívio com Mainá, Lucca passa a ter uma visão diferente de sua vida até agora, as escolhas que ele fez passam a ter um efeito contrário do que era esperado, principalmente em relação aos seus próprios sentimentos...

Não há maneira de fugir de seu destino e tendo aceitado a sua alcunha, Lucca começara a enfrentar grandes provações...

***

A escrita madura, sensual e descritiva de Josy, continua ainda mais presente em Filho da Terra, senti que a autora estava mais solta nesse segundo livro e pude perceber que sua escrita evoluiu bastante se comparado a Marcada a Fogo. Eu já era apaixonada pelo modo envolvente que Josy tem de captar seu leitor, e em Filho da Terra, eu senti uma grande mudança, aliais muito positiva e novamente a autora conseguiu com que eu ficasse grudada em cada acontecimento em volta de Lucca, Marcel, Tamires e demais personagens.

Algo que admiro na autora é a grandeza com que ela consegue mesclar terceira e primeira pessoa na narrativa do livro sem que fique maçante ou confuso. Outro detalhe interessante, é que Filho da Terra é narrado por Lucca e sua personalidade foi bem desenvolvida e transmitida para a narrativa que o personagem faz, sem parecer falso. Eu senti narrativa de Lucca sua força, racionalidade e até o seu jeito grosseiro, mas amoroso de ser, e isso é mostrando em narração em terceira pessoa, ou seja, o personagem é o mesmo em ambas, e não superficial e isso raramente é visto em livro que mesclam ou apresentam narração em primeira pessoa, em Filho da Terra, temos um personagem verdadeiro e que coincide com quem o observa. Josy conseguiu mostrar a personalidade de Lucca muito bem e isso somente serviu para que eu admirasse ainda mais o personagem e autora.

Josy Stoque escreve maravilhosamente bem, além disso, os elementos e culturas empregados em Filho da Terra foram moldadas otimamente. Gostei do fato da autora introduzir um pouco da cultura, costumes e lendas indígenas.

Sendo passado totalmente em nosso país, Filho da Terra soma ainda mais pontos para mim, pois Josy Stoque nos faz ver a beleza de Corumbá e seu povo. Um romance maduro, exótico, mágico e sensual. Josy conseguiu unir diversos elementos em um único livro e apesar de Tamires (minha personagem favorita) estar como personagem secundária, deixando o papel para Lucca de personagem principal, eu gostei de acompanhar os ambos, principalmente em um ponto crucial do livro, realmente foi incrível poder ler um livro com dois personagens tão marcantes!

Avaliação:





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16 comentários:

  1. Obrigada pela linda resenha, Sammy! Lucca tem uma personalidade muito forte e marcante, o oposto de Tamires, mas não menos decisiva. Esse trabalho de determinar bem as personalidades deles, embasado em seus signos, foi árduo, mas satisfatório quando percebo que foi bastante fiel. Obrigada por suas lindas palavras e elogios. Amei escrever a série, meus livros de estreia. Beijos <3

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  2. Achei muito interessante mesmo esta mistura de primeira e terceira pessoa, sem ficar confuso. Isto é habilidade!
    E também gostei da pitada de cultura indígena. Um livro nacional, com orgulho de toda carga cultural que temos, com uma narrativa excepcional.. não tem como não gostar. Espero ler em breve!
    bjs

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  3. Oi Sammy,
    Sempre fico encantada com tuas postagens sobre os livros da Josy. Eu já achei linda as novas capas e agora essa resenha que me deixou bem curiosa.
    A escrita dela parece ser ótima e cada vez tenho mais vontade de ler os livros.
    Espero poder ler logo.
    Beijos.
    Katielle

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  4. Tenho muita vontade de ler essa série, parece ser mesmo ótima! Mesclar terceira e primeira pessoa sem parecer confuso é só pra quem tem talento mesmo, e isso já deu pra perceber que ela tem!
    Amei a resenha!

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  5. Lucca parece um personagem interessante, gostei *-*

    Muito boa a resenha Sammy! Essa série parece ótima *-*

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  6. A nova capa do livro ficou simplesmente linda, só pela sinopse da pra se ter uma ideia de como o livro é bom. Mas agora lendo sua resenha o livro pulou minha lista de prioridades, mal posso esperar pra começar a ler a série *---*
    Beijooos.
    Lauro,
    http://entreversosepaginas.blogspot.com.br/

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  7. Parece ser um livro muito bom , como já disse a capa é muito linda, gostei muito do enredo, vamos ver se consigo ler, é sempre bom dar uma força pra leitura nacional.

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  8. Fiquei com muita vontade de ler essa série, e, principalmente, agora, com as novas capas.... Também fiquei curiosa com a ambientação do livro. Quase nada sei a respeito de Corumbá e a respeito das lendas indígenas mencionadas.....Gostei da resenha.

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  9. Oi Sammy tudo bem?
    Mais uma vez, sua resenha me faz criar asas e ir direto a livraria. A resenha ficou muito boa, realmente, Josy Stoque me pareceu fazer um ótimo trabalho, como sempre. A capa do livro é muito bonita. Gostei do fato da narrativa ser mesclada: primeira e terceira pessoa.
    Quando leio um livro que possui a cultura de um povo sou que nem um enciclopédia ambulante, vivo pesquisando para saber mais sobre a cultura porque eu realmente, me encanto com o modo de vida de outros povos. Estou ansiosa para ler Filho da Terra, na posso esperar para ir a livraria, mas acho que vou ficar dura depois dessa de tantos livro que quero ler (risos)
    Beijos!!!!

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  10. Muito boa resenha li algumas partes e pretendo ler em breve o primeiro livros!
    E por sinal as capas são lindas!
    bjs
    Livros, a Janela da Imaginação

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  11. Achei a ideia do autor muito legal, pena que nao conheci antes a serie espero que o autor faça muito sucesso.

    xx

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  12. A premissa é diferente do que temos visto por aí.
    Poucos autores sabem usar primeira e terceira pessoa sem causar confusão ao leitor.

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  13. Eu tinha me apaixonado pelas capas dos livros no seu outro post, mas não tinha procurado nada sobre os livros. Caara, são muuito legais! Quero muito ler.

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  14. Nunca li nada da Josy mas vi várias resenhas positivas sobre esses livros já está na minha listinha de compras =) apaixonada por essa capa ^^

    http://livroaoavesso.blogspot.com.br/

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  15. Essa é a primeira resenha que leio do livro e adorei. Achei a premissa bem diferente e essa capa esta muito linda, acho que compraria só por ela.

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  16. não li ainda, mas pretendo ler, gostei muito da resenha, só faltou as estrelinhas rs Um livro que eu achei que ficou um pouco confuso mistura de 3 pessoa com 1 pessoa foi O Hipnotista, mas é só prestar bastante atenção e entrar na história (: obrigada pela resenha!

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