Entrevista com a autora Maud Epascolato - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Entrevista com a autora Maud Epascolato

Entrevista com a autora Maud Epascolato

03/10/2013

O blog vai estar recheado de entrevista com autores nacionais e hoje vamos conhecer um pouco sobre o trabalho da escritora Maud Epascolato, autora do livro Medo do Escuro, livro lançamendo pela Modo Editora! A entrevista esta muito legal e tenho certeza que vocês vão gostar! No final da entrevista, vocês conheceram a sinopse do livro e para compra-lo ou qualquer obra da Modo, basta entrar nesse site e aproveitar!

Nascida em 26 de maio de 1979 na cidade do Rio de Janeiro, Maud foi criada no município de Angra dos Reis, no sul fluminense. Leitora assídua e fã de romances policiais e de suspense, começou a escrever histórias de mistério aos 14 anos. Formada em Letras, Maud deixou a literatura por alguns anos para se dedicar a outras atividades, mas retornou por entender que é o que melhor sabe fazer.







Entrevista com Maud Epascolato


Da Imaginação a Escrita: Primeiramente, quero agradecer a você Maud Epascolato por conceder essa entrevista. Para começar, fale um pouco sobre você.

Maud: Olá, Samantha! Eu que agradeço a oportunidade de responder a entrevista!
Sou uma pessoa cheia de sonhos e esperanças, que chora, sorri, acredita no que ninguém mais acredita e que sente a presença de Deus sempre próximo. Sou filha, neta, tia, irmã, namorada, professora, revisora, escritora, desligada, irritada e abençoada. Penso, logo existo. Escrevo, porque amo. Já plantei uma árvore, e ter filhos é o que falta para que minha vida não tenha passado em branco nesse mundo. Sou quem eu quiser através das páginas escritas dos livros, que mostram um pouco de mim, mesmo que subjetivamente. 

Da Imaginação a Escrita: Conte-nos um pouco sobre seu livro Medo do Escuro.

Maud: MEDO DO ESCURO é um livro de contos sobrenaturais de suspense. São 9 ao todo, escritos em 1998 e deixados na gaveta. Todos eles tratam sobre o medo de coisas ou situações diferentes. São os medos psicológicos, criados por nossa mente para nos defender de elementos imaginários. O livro não tem monstros ou seres grotescos. O medo reside na própria mente humana, diante de uma situação que não se quer enfrentar por receio do desconhecido ou por pura ignorância.

Da Imaginação a Escrita: Como foi o processo de criação de seu livro?

Maud: Foi muito rápido. Eu não possuía nenhum conhecimento de métodos de escrita e não fazia um panorama do que ia escrever. As histórias simplesmente apareciam e eu ia colocando no papel. A maioria das histórias só possuía o final na minha mente, e eu desenvolvia o texto direto no papel. Foi escrito de forma totalmente intuitiva. Alguns contos vieram de sonhos, outros ocorreram comigo, e houve aqueles que foram obra da criatividade mesmo.

Da Imaginação a Escrita: Você teve alguma dificuldade para publicar seus livros?

Maud: Não, nenhuma. Nem imaginava que ia publicá-lo. Enviei para a Adriana Vargas realizar o beta reader, e ela gostou tanto que me convidou para publicar pela Editora Modo. É o único livro de contos lançado pela editora até o momento. 

Da Imaginação a Escrita: Você tem alguma fonte de inspiração? Se sim, qual é?

Maud: Minha inspiração é na vida, em coisas que ocorrem comigo ou com os outros. Posso me inspirar em sonhos ou em um programa de TV. Não há uma fonte única. Sou uma colcha de retalhos. Posso me inspirar em qualquer coisa. Às vezes, uma coisa simples e aparentemente insignificante pode despertar alguma história ou cena. 

Da Imaginação a Escrita: Quando você decidiu que era a hora de escrever um livro?

Maud: Quando li meu primeiro livro de ficção, aos 14 anos. Antes disso, escrevia algumas poesias e cheguei a escrever uma história infantil, mas nunca pensei em ser uma escritora. Escrever era algo que eu fazia para passar o tempo, era uma forma de expressão. Como eu era muito introvertida, eu usava isso para me comunicar de alguma forma. Mas depois que li meu primeiro livro de ficção, decidi que era aquilo que eu queria fazer. Eu queria escrever um livro e ser escritora.

Da Imaginação a  Escrita: Como está sendo para você a repercussão de Medo do Escuro?

Maud: Está sendo ótima. Tenho recebido um retorno maravilhoso das pessoas. Muita gente diz que está surpresa com o livro, que gostaram muito e já perguntam pelo próximo. Tenho recebido um carinho imenso de pessoas que nunca vi antes, e é esse retorno que torna tudo tão especial. É muito bom abrir o seu e-mail ou o Facebook e ler uma mensagem de carinho. Medo do Escuro foi recebido de peito aberto ainda na bienal. Vendeu uma quantidade enorme para uma autora estreante, e é um livro de contos, o que considero mais difícil ainda. As pessoas preferem narrativas longas. Considero que foi um ato de coragem iniciar uma carreira na literatura com um livro de contos, e a editora Modo foi corajosa também ao publicar. 

Da Imaginação a Escrita: Você tem alguma outra história para um novo livro? Se sim, poderia contar um pouco sobre ela?

Maud: Eu tenho várias novas histórias...rsrs. Deixo todas separadas em pastas dentro da gaveta. Atualmente estou escrevendo um romance sobrenatural. Espero que saia no ano que vem. Uma tragédia atua como um divisor de águas na vida de um personagem taciturno. Conta o passado e o presente, o antes e o depois dessa tragédia. Não é uma história romântica. É um drama sobrenatural que envolve problemas familiares.  

Da Imaginação a Escrita: Quais são seus autores favoritos? Tem algum livro, que você considera especial e que já leu?

Maud: Gosto muito de Allan Poe, Agatha Christie, Lovecraft, Stephen King, Dennis Lehane e muitos outros. Estou descobrindo Dean Koontz e Carlos Ruiz Zafón agora. 
O livro que marcou minha vida foi “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde. Para mim, ele é perfeito – os personagens, a narrativa, os dramas. Li aos 16 anos e fiquei fascinada. 

Da Imaginação a Escrita: Além de Medo do Escuro, você já escreveu algum outro livro? Se sim, pode nos contar um pouco sobre ele?

Maud: Medo do Escuro é meu terceiro livro escrito. Antes dele, escrevi “Mistério no Atlântico” em 1994 e “A Casa dos Mortos” em 1997. “Mistério no Atlântico” foi queimado em 2005. Aquele texto era muito ruim, e joguei os originais numa fogueira que minha mãe estava fazendo no quintal. Não havia salvação, nem para os nomes dos personagens. Era um romance policial com mais de 40 personagens, cada um com uma história diferente. “A Casa dos Mortos” está na gaveta até hoje e não pretendo tirá-lo tão cedo. É um suspense sobrenatural juvenil e não pretendo queimá-lo... rsrs. Esse livro tem uma história legal, com suspense e comédia, mas ainda preciso reescrevê-lo, pois tem personagens demais e a comédia descamba para o pastelão. Em uma página você sente medo; na seguinte cai na gargalhada. Nem eu levo esse livro a sério, mas a história é interessante e merece ser reescrita. 

Da Imaginação a Escrita: Qual a sua opinião a respeito dos blogs literários? Acha que eles são um incentivo à literatura?

Maud: Acho que os blogs têm uma função muito importante: tornar conhecida uma obra através da leitura e da crítica a esta obra. Em parte, considero que os blogs estão fazendo um trabalho bem legal divulgando a literatura nacional. Os escritores nacionais não têm muito espaço na mídia para divulgar suas obras, e os blogs fazem isso. Muitas pessoas conhecem meu nome através dos blogs que seguem. Mas é preciso ter seriedade e compromisso para manter um blog funcionando. Não é tarefa fácil.

Da Imaginação a Escrita: Para aqueles que desejam seguir o sonho de serem escritores, quais são suas dicas?

Maud: Paciência, muita leitura e humildade. 
Paciência para entender que as coisas não acontecem da noite para o dia. Ser escritor é um processo que depende de dedicação, paciência e muita luta.
Muita leitura, pois se você não lê não terá condição nenhuma de escrever. E não falo apenas de escrever correto, mas sim de ‘sentir’ a literatura, ‘sentir’ a narrativa com um todo. 
E humildade, pois se o pretenso escritor considera que sabe tudo e não aceita as críticas, ele não será um bom escritor nunca, pois quem acha que sabe tudo acredita que não precisa aprender mais nada. E não aprenderá! O ser humano está sempre aprendendo. O escritor mais ainda, pois somos observadores do mundo, estamos em constante aprendizagem. E não podemos parar. Mas somente aprendemos se tivermos a humildade de entender que não somos absolutos e que sempre haverá alguém que sabe mais e que poderá ensinar os caminhos a serem seguidos sem tantos tropeços.

Da Imaginação a Escrita: A respeito da literatura nacional, você acha que a aceitação do público em relação a livros nacionais é maior ou menor hoje em dia?

Maud: A aceitação está maior, sem dúvida. Eu me lembro de que não se falavam em autores nacionais, somente nos clássicos e em Paulo Coelho, Luiz Fernando Veríssimo, Tony Belotto, Jô Soares, Patrícia Mello... Não via livros nacionais nas livrarias. Na minha adolescência, eu sentia que a literatura nacional se restringia a Machado de Assis, Graciliano Ramos, José de Alencar, Érico Veríssimo, Clarice Lispector... Não havia a abertura que ocorre hoje. E o público está vendo isso. Aos poucos, os leitores estão percebendo que existe um mercado brasileiro, que existe uma safra boa de escritores nacionais.   

Da Imaginação a Escrita: A respeito dos livros digitais, o e-books, qual a sua opinião?

Maud: Eu torcia o nariz para os livros digitais, pois amo os livros físicos; gosto de pegá-los, senti-los. Mas estou mudando de opinião. Os e-books permitem que mais pessoas tenham acesso à literatura devido ao preço praticado. O computador já faz parte da vida do brasileiro, o que permite a leitura dos e-books. É mais prático, mais barato. E acredito que não vão acabar com os físicos. O leitor vai sempre preferir o físico, mas não é sempre que podemos levar um livro na bolsa. Só lamento que a pirataria tenha chegado ao mercado literário. O escritor brasileiro já tem que lutar por um espaço no mercado editorial, e agora precisa lutar contra a pirataria também. E não adianta dizer que ocorre devido ao preço. Os e-books nacionais são baratíssimos na Amazon. Você encontra por R$ 1,99, R$ 2,49, R$ 5,99... Nesse caso, a pirataria ocorre por falta de consciência mesmo. É aquela cultura do querer se dar bem. São leitores que não têm ideia do quanto estão prejudicando o trabalho suado e os sonhos de um escritor por míseros R$1,99...

Da Imaginação a Escrita: Para finalizar, quero agradecer sua participação nessa entrevista, foi um prazer entrevistá-la! Você tem alguma mensagem final aos leitores?

Maud: Eu que agradeço o carinho, Samantha! 
Gostaria de agradecer o carinho que tenho recebido e enfatizar aos leitores que são vocês a razão de ser de um escritor. Estou sempre aberta a tirar dúvidas, a aceitar sugestões, críticas e a conhecer a opinião de todos. Apoiem a literatura brasileira, que é riquíssima e tem qualidade. Nós precisamos desse apoio. A leitura faz o homem mais sábio, mais argumentativo, mais consciente. Portanto, leiam sempre, leiam mais. Beijocas.


Sinopse

Você tem medo do escuro? Acredita no desconhecido? O suspense e o mistério irão levá-lo para a escuridão, onde o sobrenatural rivaliza com a incredulidade humana, mostrando que nem tudo o que desacreditamos é obra de nossa imaginação. Prenda a respiração. Apavore-se. Desoriente-se, pois escapar pode parecer impossível... Mergulhe no suspense e deixe que a leitura o leve – página a página – ao aterrador final.

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Esta postagem conta pontos para o Top Comentarista Outubro 2013, se você esta participando, não deixe de comentar para garantir seus pontos e levar o livro Uma Prova de Amor.

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