Resenha: A Última Guerra - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: A Última Guerra

Resenha: A Última Guerra

13/09/2014


Título: A última guerra
Subtítulo: 
Edição: 1
ISBN: 978588159914
Editora: Biruta
Ano: 2008
Páginas: 110
Avaliação: 
Onde Comprar: Saraiva
Sinopse: "Tá ouvindo as explosões lá fora? Estão cada vez mais perto."
Quem dá o alerta é Miguel, um garoto de 11, 12 ou 13 anos, que nem sabe direito a sua idade, não sabe também se seus pais e a sua irmã estão vivos ou mortos, nem como perdeu a sua casa depois de uma enorme explosão que é só o começo de uma possível catástrofe geral. Ele está aflito, desconfia de tudo, tem que entender o que aconteceu e agir rápido para impedir que o mundo chegue ao fim.
É por isso mesmo que A Última Guerra, de Luiz Bras e Tereza Yamashita é uma história que tem pressa de acontecer. E é por isso também que o leitor, mais do que convidado, é desafiado a participar dessa aventura que já começa com uma guerra e precisa urgentemente ir avançando, ficar esperto e atento, sensível ao que está dentro e fora do livro, descobrir que humanidade é esta que quer acabar com a vida e por que esta necessidade de destruição.
A ação é do começo ao fim, o suspense ganha mais força com a dinâmica das ilustrações e o grande mistério é saber se esta guerra é a última mesmo e se os personagens ou leitores vão conseguir acionar aquele botão que faz explodir um mundo mais humano, solidário e muito melhor.
(Ilustrações de Gustavo Piqueira e Samia Jacintho)
Apenas o som devastador das bombas faz o sinal, revelando o desespero e tristeza. Miguel, um garoto de 11, 12 ou 13 anos, nos conta sua jornada após a chegada das bombas e a guerra que vem com ela. Miguel não tem ideia de quantos anos tem, de onde mora, ou aonde esta seus pais e sua irmã, o que ele vê e vive é a dor da guerra. Fome, frio e dor andam juntos neste mundo de batalhas sem fim e Miguel tenta sobreviver como pode, até que um dia em uma de suas andanças pelo mundo destruído, ele encontra um velhote assustador com olhos beirando a chamas...

Curioso e interessado em saber mais sobre esta misteriosa figura, o garoto segue o velhote, mas o que descobre é surpreendente! Há apenas uma única chance de salvar o mundo de toda essa dor e esta oportunidade é revelada a Miguel.

A última guerra, dos autores Luiz Bras e Tereza Yamashita, traz uma leitura reflexiva, sensível, delicada e ao mesmo tempo envolvente. Leitura simples e complexa no final, digo isto não por ser difícil o contexto, mas porque fiquei bolando inúmeras teorias sobre o final de A Última Guerra e me fez pensar em nossa própria realidade cada vez mais problemática, com desigualdade, conflitos e afins; Ou seja, apesar de ser uma leitura infanto-juvenil, eu fiquei surpresa com muitas das situações descritas no livro, principalmente o final, que deixou uma sensação de paradoxo. 

Recomendado para os jovens leitores, A Última Guerra também pode ser lido por todos, até mesmo nós adultos, que vamos ficar entusiasmados com esta obra que pode ser finalizada em pouquíssimo tempo, visto a linguagem simples e parágrafos curtos. Com certeza esta é uma ótima leitura para ser compartilhada, que você pode ler junto de seu filho, sobrinho, neto, irmão, afinal, além de ter uma boa história, as ilustrações peculiares dão ainda mais forma ao enredo.


***

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