Resenha: A Ilha de Bowen - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: A Ilha de Bowen

Resenha: A Ilha de Bowen

19/05/2015


Título: A Ilha de Bowen
Edição: 1
Autor: César Mallorquí
Editora: Editora Biruta
ISBN: 9788578481407
Ano: 2014
Páginas: 524
Avaliação:  
Onde Comprar: Amazon
Sinopse: Tudo começou com o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins, em um pequeno porto norueguês, e com um pequeno pacote, que ele enviou para Lady Elisabeth Faraday. Mas talvez a história tenha começado quando estranhas relíquias foram descobertas em uma antiga cripta medieval. Foi por causa disso que o mal‑humorado professor Ulisses Zarco resolveu embarcar em uma aventura a bordo do Saint Michel, enfrentando inúmeros perigos e o terrível mistério que envolvia a Ilha de Bowen.
Posso estar sendo repetitiva, mas é mesmo um desafio falar de uma leitura que me surpreendeu de todas as formas possíveis. A Ilha de Bowen é um livro recheado de aventuras, mistérios, ficção científica e até um pouquinho de steampunk, ou como uma amiga escritora de César Mallorquí disse: dieselpunk. Trazendo inúmeras referências literárias, como Júlio Verne e Arthur Conan, A Ilha de Bowen é uma aventura inesquecível, marcante e surpreendente do início ao fim. 

Com o desaparecimento do marido, Lady Elisabeth vai pedir ajuda ao excêntrico professor Zarco, este é o último recurso que ela pode utilizar e de acordo com os conselhos de seu marido, no caso de ele não dar notícias por muito tempo, Elisabeth precisa convencer Zarco a ir procura-lo. Estranhando o pedido de Lisa, e ainda mais por ele e John não serem tão próximos assim a ponto de ter que preparar uma expedição para procura-lo, Zarco estranha, mesmo tendo negado o pedido, Lady Elisabeth tem um trunfo que fará o professor pensar duas vezes. 

Em uma das expedições de John, é encontrado um estranho fragmento na cripta de um antigo santo: Bowen. Sem saber quem era Bowen e motivo que levaram John a ir atrás de respostas, o professor pede para analisarem o fragmento, a surpresa se dá com o resultado, nada mais do que titânio puro, 100% puro... Com a tecnologia da época, o titânio não pode ser encontrado puro, é inexplicável e isto deixa o professor curioso, existe algo que liga São Bowen e o titânio. 

No entanto, a expedição para descobrir os mistérios sobre Bowen podem ser mais perigosos do que Zarco imagina, um perigoso magnata está muito interessado nas descobertas feitas pelo marido de Elisabeth e este não medirá forças para ter o que quer, mesmo que para isto, use métodos pouco convencionais. 

Samuel Durango é novo fotografo do professor Zarco, sua missão é não apenas fotografar tudo, mas também sobreviver a cada aventura. Sam está curioso com a expedição, há algo inexplicável sobre a história de Bowen, que o deixa cada vez mais interessado. A bordo do navio Saint Michel, o professor e seus companheiros percorreram os caminhos do santo e encontrarão um caso peculiar, que pode não haver uma explicação concreta. 

César Mallorqui tece uma história complexa, com segredos tentadores e que não dão margem para o leitor tentar descobrir (somente ao final do livro), pois em todas as respostas, mais dúvidas surgem e com sua habilidade de envolver com as palavras, o autor faz com que nossa vontade de ler seja ainda maior, para buscar a explicação sobre o mistério de A Ilha de Bowen. Um fato interessante, é que o enredo possui inúmeros personagens, cada um desempenha um papel fundamental para a história e todos possuem seu espaço, é legal ressaltar que apesar disto, o leitor não se sente confuso sobre quem é quem, pois até mesmo os secundários são marcantes e engatam o enredo. 

Bowen, o misterioso santo e o motivo da expedição do professor Zarco, é constantemente citado e em determinado momento da obra, conhecemos a fundo sua história e para mim, esse foi um dos pontos altos do livro, na verdade, a trama toda é uma surpresa, os ganchos que o autor deixa em cada um dos capítulos motiva o leitor a continuar a leitura e as 523 páginas passam rapidamente. 

Com uma escrita fluida, boas descrições, muita aventura e mistério, César apresenta um enredo bem construído, inteligente e divertido. O livro divide em duas partes e totalizam vinte capítulos, além do posfácio, que aconselho a leitura, afinal, o autor revela os motivos que o levaram a criar o livro e foi muito esclarecedor. Os capítulos possuem tamanho razoáveis, nem tão grandes, nem tão pequenos, na verdade, com fluidez da escrita de César e os inúmeros segredos envolta da história, é fácil adentrar na narrativa, que aliais é feita em terceira pessoa, dando uma visão mais profunda sobre os acontecimentos em A Ilha de Bowen. 

Os leitores que curtem ficção científica, encontrarão nesta obra uma leitura sensacional, uma aventura que te fará querer ir à busca desta ilha misteriosa, mas saiba, o embarque está aqui, ao lado do professor Zarco! Por falar no peculiar Ulisses Zarco, tenho que dizer que apesar de sua personalidade diferente, ele foi o meu personagem favorito! Sua inteligente, força e questionamentos sobre o desconhecido me fascinaram! Quem esta a procura de uma leitura inesquecível, recomendo a obra de César Mellorquí! 

É o segundo livro que leio do autor e se comparado com As Lágrimas de Shiva, A Ilha de Bowen é mais maduro e complexo, ambos são ótimos, mas este segundo me deixou muito animada e feliz por ter tido a chance de conhecer esses mistérios e agradeço a editora Biruta por esta oportunidade! 

Também tenho que ressaltar, que a edição da Biruta esta de parabéns! Revisão perfeita, eu não encontrei um único erro, a diagramação é simples, com detalhes do desenho da ilha de Bowen, pequenos navios, bem delicado, mas que dão um charme a mais no livro!

A Ilha de Bowen é um livro premiado, que recebeu o prêmio EDEBÉ de literatura juvenil em 2012 e o prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil em 2013 – Espanha. E se você quer saber os segredos sobre Bowen e sua ilha, venha conhecer o professor Zarco e seus companheiros, tenho certeza que sua estadia nesta aventura será a melhor possível! 

4 comentários:

  1. Oláá
    Sua resenha está ótima, eu não sou fã de ficção cientifica mas confesso que esse livro me despertou uma grande curiosidade pelo enredo e pela edição tão bonita haha.

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  2. Não conhecia o livro e sua resenha me deixou muito curiosa para lê-lo. Adoro histórias surpreendentes, e essa parece ser uma delas.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura

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  3. Oi Sammy.
    Já fui conquistada só em saber que o enredo é ficção científica, bem construído, inteligente e cheio de aventura.
    A Biruta sempre com títulos que são uma caixinha de surpresa.
    A Ilha de Bowen já é uma leitura desejada.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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  4. Oi, tudo bem?
    Não conhecia esse livro. Mas me interessa, pois tem um pouco de steampunk, um gênero que pretendo conhecer mais. Uma histórias com muitos personagens dá um certo receio que você se perca no enredo. Mas vejo que isso não ocorre no livro. Então, já sana minha dúvida. Gostei e quero ler. Beijos!

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