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Noticiário Literário: Editora Belas-Letras (Novidades e Entrevista)

29/08/2015


Por dentro dos pensamentos de Neil Peart

Bastidores da turnê. Experimentações de Neil Peart com bateria. Viagens de moto por diversos países. Livros, pássaros e esportes. Far and Away - Longe e Distante, que chega em outubro nas livrarias, é um presentão para os devotos fãs de Rush.
Com mais de 400 páginas e mais de 200 fotos, o livro é o terceiro do baterista a ser publicado pela Belas-Letras. Depois de Ghost Rider: a Estrada da cura e Clockwork Angels: os Anjos do Tempo, Longe e Distante chega para apresentar um lado mais intimista do músico. Entre pensamentos, filosofias e muitos detalhes, o livro se torna indispensável para os fãs de longa data.

Leia um trecho exclusivo de Far and Away - Longe e Distante:

"Como baterista, eu simplesmente me movimento através tempo.
(Ninguém se move pelo tempo como um baterista!)
Acredito que os livros sejam um tipo diferente de máquina do tempo. Em vez de trazer lembranças de um mundo perdido, eles criam um mundo para você. São mais pessoais, mais íntimos, é diferente dos filmes: o mundo que se experimenta ao ler um livro foi inteiramente vivido e imaginado de dentro, e seus contornos pertencem somente ao leitor. "

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Susannah Cahalan visita bastidores do filme baseado no livro

As gravações do longa metragem inspirado no livro Insana: meu mês de loucura estão em ritmo acelerado! Na última semana, a autora Susannah Cahalan (e também protagonista do grande drama narrado na obra) visitou os bastidores do filme que tem Charlize Theron entre os produtores.
A atriz Chloë Grace Moretz, escalada para interpretar a protagonista, chama a atenção pela semelhança com Susannah. Na foto, as duas posam dentro do hospital onde o filme está sendo rodado.

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 Então você vai ser pai

Você já deve ter ouvido falar neste livro, certo? O Papai é pop está tomando conta das livrarias e das prateleiras de todos os leitores. Nessa semana, separamos uma das crônicas presentes na obra para aqueles que ainda não conhecem o livro:

"Então você e sua companheira estão grávidos. Então você sabe que precisa comprar uma casa maior. Tem que ter mais espaço pra criança. Tem que ter mais um quarto no apartamento. Tem que ter um berço novo, não pode ser aquele que a vizinha se dispôs a emprestar. Então você sabe que tem que trocar de carro. Aquele carro não é confortável pra levar a família. Aquele carro não é seguro pro seu filho. Tem que ter seis airbags, no mínimo. Tem que vir com ar-condicionado de fábrica. Coitado do bebê no verão.

[...]


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O imenso mosaico que é Renato Borghetti

"Personalidades descomplicadas como Renato Borghetti, amado por fãs de todas as idades, admirado por artistas de todos os gêneros, respeitado por críticos regionais, nacionais e mundiais, são especialmente difíceis de biografar. Pior ainda se tiverem a fama de tímidas". O prefácio de Juarez Fonseca para o livro Esse tal de Borghettinho, lançamento deste mês da Belas-Letras, deixa claro: Renato Borghetti é uma pessoa humilde, avesso à polêmicas e escândalos.
O gaiteiro deu um pontapé inicial e despretensioso aos 12 anos, em uma brincadeira, e com o passar do tempo observou seu nome transformar-se em uma sólida carreira internacional. Com cerca de 150 shows por ano, incluindo Estados Unidos e Europa, Borghetti deixou um grande legado. Segundo Fonseca, a alcunha no diminutivo e proposital: "O país inteiro o conhece assim. O diminutivo aproxima, familiariza, justificando o que disse antes sobre a popularidade carinhosa."

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Entrevista: Márcio Pinheiro 
"Borghetti é um repertório inesgotável de histórias"

Márcio Pinheiro trata o desafio de biografar um grande nome da música como "sedutor e estimulante". Conhecedor da história da música brasileira e leitor voraz de biografias, o jornalista dedicou-se durante um ano para a construção deste grande perfil. Entre reportagens, LPs, microfilmes, CDs, mp3, vídeos e DVDs, o escritor encontrou um Borghetti bem diferente daquele pintado pela imprensa.
Conversamos com Márcio Pinheiro sobre o processo de criação desta biografia. Acompanhe!

Belas-Letras: Para você, quem é esse tal de Borghettinho?
Márcio Pinheiro: Um dos maiores músicos brasileiros de qualquer época. Um artista que já tem seu nome inscrito na história musical de nosso país. Afora isso, uma figura encantadora.

BL: Qual é a maior dificuldade em escrever um grande relato sobre a vida de outra pessoa que ainda está viva?
Márcio: O primeiro desafio foi delimitar o espaço e os temas, até porque eu estava tratando de uma pessoa em plena atividade, com uma produção ainda muito intensa. Logo, minha maior dificuldade foi afunilar, separar o que julgava ser mais relevante e seguir uma linha de trabalho que me propus desde o começo – e que, obviamente, desobedeci.

BL: Você realizou dezenas de entrevistas para a construção do livro. Como foi esse processo e o que mais lhe surpreendeu?
Márcio: Foi o fato de encontrar um personagem distante de polêmicas, de discussões inúteis, de conflitos. Uma pessoa (e um artista) que encara a vida de maneira leve, sem arestas, sem atritos, sem polêmicas. Desafio o leitor a lembrar: quando o Borghettinho esteve envolvido em escândalos, em discussões, em agressões, sejam elas artísticas, políticas, futebolísticas? Nunca. E o que é mais impressionante: a vida dele não ficou nem um pouco chata por conta disso. Ficou fascinante.

BL: Existiu alguma dificuldade no fato de compreender uma pessoa que, por muitos, é considerada bastante introvertida?
Márcio: Este é um dos mitos que derrubo, explicando logo no início do livro. Renato Borghetti não é um cara fechado. É uma das pessoas mais falantes e engraçadas que conheço. Se expressa com clareza, é um grande conversador e um repertório inesgotável de histórias.

BL: Quando foi que Borghetti deixou de ser um artista local para se transformar em um grande nome internacional?
Márcio: Isso não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Foi um processo longo e demorado. Arrisco alguns palpites: a curiosidade dele em explorar novos caminhos, o talento agregador, uma agenda organizada que prevê muitos shows e – principalmente – por dois aspectos muito fortes: a alta qualidade musical e trabalho, muito trabalho.

BL: Como surgem as composições de Renato Borghetti?
Márcio: O próprio Renato se considera mais um músico do que um compositor. Ele sempre gostou mais – e não esconde isso de ninguém – da tarefa ágil e dinâmica de tocar um instrumento do que do trabalho artesanal e paciencioso de compor. No primeiro disco não havia nenhuma música de sua autoria. No segundo, apenas uma. Foi só a partir do terceiro que Renato começou a compor mais. Mas se houver um método Borghettiano de compor, pode ser resumido em duas palavras: rápido e de improviso.

BL: Quando foi que Borghetti deixou de ser um artista local para se transformar em um grande nome internacional?
Márcio: Isso não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Foi um processo longo e demorado. Arrisco alguns palpites: a curiosidade dele em explorar novos caminhos, o talento agregador, uma agenda organizada que prevê muitos shows e – principalmente – por dois aspectos muito fortes: a alta qualidade musical e trabalho, muito trabalho.

BL: Como surgem as composições de Renato Borghetti?
Márcio: O próprio Renato se considera mais um músico do que um compositor. Ele sempre gostou mais – e não esconde isso de ninguém – da tarefa ágil e dinâmica de tocar um instrumento do que do trabalho artesanal e paciencioso de compor. No primeiro disco não havia nenhuma música de sua autoria. No segundo, apenas uma. Foi só a partir do terceiro que Renato começou a compor mais. Mas se houver um método Borghettiano de compor, pode ser resumido em duas palavras: rápido e de improviso.

Sammysam Rosa

Escrito por:

Sammy. Casada e apaixonada por livros. Gosto de literatura policial, suspense e terror. Típica pisciana, sonhadora e curiosa.

Um comentário:

  1. Sammy!
    São tantos bons lançamentos, né?
    Muito curiosa por ler Insana e claro, assistir o filme quando sair.
    Também gostaria de ler Papai Pop, deve ser hilário.
    “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.”(Oliver Goldsmith)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista!

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