Resenha: Duas Vezes na Floresta - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: Duas Vezes na Floresta

Resenha: Duas Vezes na Floresta

07/08/2015


Edição: 1
Editora: Gaivota
ISBN: 978-85-64816-52-7
Ano: 2014
Páginas: 164
Avaliação: 
Onde Comprar: Amazon
Sinopse: Duas vezes na floresta escura - Susana se sentia sozinha naquela cidade em que pouco havia para se fazer. Susana queria que a mãe retornasse, queria poder voltar para seu quarto, para sua escola, para sua amiga Clara. No entanto, sabia que isso ainda iria demorar. Todavia, aquela vida que, num primeiro momento, lhe pareceu insuportável, sofrida, foi se modificando.
A garota conheceu a Bethânia, o Caetano, a Nicole.
Conheceu também o César, um garoto estranho, que adorava espionar os outros. Até que uma tragédia se abateu sobre aquela cidade tão pacífica. E Susana e seus novos amigos estavam bem próximos dela.
Deles, dependia a solução de um bárbaro crime.
Eu adoro livros infantojuvenis, suas histórias são envolventes, trazem sempre uma lição legal para o leitor, além de terem um atrativo diferente, simples, mas encantador. Em Duas vezes na Floresta Escura, temos todos esses elementos, foi uma leitura agradável, que começou mostrando a tristeza e saudade de uma jovem, para depois revelar um crime bárbaro, a qual nossos personagens terão que resolver. 

Susana levava uma vida boa e feliz, tem uma melhor amiga que pode contar todos os seus segredos, pais maravilhosos e colegas legais, mas tudo isso desmorona quando a mãe de Susana decide estudar o tal do Machado no exterior e o pai recebe uma promoção ótima no trabalho, mas é necessário que a família se mude para uma cidadezinha no interior, aonde o sinal telefônico e digital, não funcionam... 

Susana fica entristecida, a falta da mãe e de Clara, sua melhor amiga, é grande, além disto, ela sente falta da cidade, da sua antiga casa e do colégio, tudo na cidadezinha não lhe é atrativo e Susana não quer fazer amizades novas, não deseja dar uma chance, mas é preciso ter calma, o estudo de sua mãe logo será concluído e eles poderão voltar para sua vida antiga. Conforme os dias vão passando, a saudade vai aumentando, mas Susana passa a ver que nem tudo esta perdido, ela faz amigos e até tem o coração balançado por conta do Caetano, irmão da Betânia, sua nova amiga, mas mesmo assim, a jovem não se esquece de Clara e lhe escreve sempre que possível. 

No entanto, há uma pessoa que mete medo em Susana, ele sempre lá, espiando, escrevendo coisas em sua caderneta verde, dizem que esse jovem gosta de histórias policiais e por isso, acaba sempre desconfiando de tudo, talvez ele saiba de um segredo, algo que pode abalar a cidadezinha de uma vez por todas...Quando Susana e seus amigos descobrem um assassinato, decidem investigar, mesmo o perigo estando tão perto, a curiosidade dos adolescentes é grande e peças começam a se encaixar pouco a pouco, mas será que eles estão prontos para a verdade?

A escrita de Caio Riter é fluida, as 164 páginas de Duas vezes na Floresta Escura, passam rapidamente, gostei bastante do fato da história ter tanto o narrador em primeira pessoa, a qual Susana narra e um narrador em terceira pessoa. Outro ponto interessante a ser citado, é sobre o tal do Machado, a paixão por esse autor, que faz a mãe de Susana ir estudar no exterior e a jovem passa a detesta-lo, mas querendo ter um pouquinho da mãe por perto, Susana decide conhecer o tal do Machado e se apaixonada por suas obras, seus personagens e romances. Sim, o tal Machado e ninguém menos que Machado de Assis, eu adorei essa inserção sobre o escritor na história, foi muito bom ver a Susana gostando dos livros, contos e poemas de Machado de Assis, Caio ainda cita alguns títulos do escritor e que é interessante conhecermos (li alguns como A Cartomante, Dom Casmurro, O Alienista).

Duas vezes na Floresta na escura, é uma obra envolvente, divertida e misteriosa, com aquela pitada de romance adolescente (muito fofo!), que mostra que mudanças às vezes são necessárias e que a saudade sempre vai estar conosco, uma ferida que não cicatriza que pode trazer tristeza, mas com o tempo alegria pelo que passou. Para os leitores mais jovens, acredito que vão se identificar bastante com este livro, aos mais velhos, eis uma leitura ótima leitura, envolvente e divertida. 

Um comentário:

  1. Sammy!
    Não conhecia o livro e gostei muito do enredo leve.
    Gosto também de livros infanto juvenis, são entretenimento na certa.
    Uma semaninha mais que abençoada!
    “Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.”(Machado de Assis)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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