Resenha: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

20/08/2015


Edição: 1
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765695
Ano: 2015
Páginas: 424
Tradutor: Cristian Clemente
Avaliação:  
Onde Comprar: Amazon
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
Em um mundo divido pelo sangue, Mare Barrow sabe exatamente o destino que lhe aguarda. Como uma vermelha, a jovem esta fadada a viver a margem da sociedade e se não conseguir uma profissão, é a guerra que será seu destino final. O mundo é controlado pelos prateados, seu sangue é poderoso, são deuses cruéis, com poderes inimagináveis; Os vermelhos são os comuns, plebeus, cuja única função é o trabalho pesado por ordem dos prateados, aqueles que possuem o sangue vermelho precisam servir, é de sua natureza ser oprimidos, humilhados... No entanto, esta realidade será destruída, a chama rubra irá se levar, vermelha como a aurora!

Mare tenta de todas as formas, ajudar no sustento da família, como não possui um emprego, a jovem rouba daqueles que possuem mais do que seus entes queridos, ela ajuda como pode, antes que a guarda venha-lhe convocar a servir na guerra, este é o destino dos vermelhos que não tem serventia, são levados para lutar uma batalha que não é deles, apenas para que os prateados tenham ainda mais poder.  Em um de seus roubos, Mare encontra um rapaz misterioso, que ao invés de denunciá-la por sua prática ilegal, lhe estende ajuda e Mare passa a ter um novo rumo em sua vida. Como criada real, Mare precisa ser silenciosa, agir como se não existisse, apenas servir a elite, mas nem tudo sai como esperado e Mare revela ser mais do que apenas uma vermelha, ela é forte, seu poder supera os prateados, só que isto não poderia ser possível, somente a elite possui poderes, mas Mare é uma incógnita, especial, poderosa e perigosa para futuro...

Intrigas e traição, o mundo que Mare julgava conhecer é uma mentira, nem mesmo a realidade estonteante dos prateados escapa da farsa, na luta pelo poder, todas as ações terão consequências, Mare estaria pronta? Qual o caminho certo? E acima de tudo, quem ou o que Mare Barrow é? Nem vermelha, nem prateada, mas especial...

A Rainha Vermelha foi uma grandiosa surpresa, eu já estava de olho na obra quando foi lançado, seu título me deixou curiosa e conforme o tempo passava mais meu interesse ia crescendo em relação à história de Victoria Aveyard. O mundo criado por Victoria é intenso, cruel e envolvente, A Rainha Vermelha é uma das obras contemporâneas que me conquistou de uma maneira única, há algo belo, especial neste livro e somente quem o leu, vai compreender o quanto este livro é incrível! Apesar de algumas semelhanças com outros livros do gênero, A Rainha Vermelha se diferencia pela divisão de seu mundo e com ele pode ser cruelmente espantoso. Neste primeiro volume, a autora nos revela como a sociedade dos prateados e vermelho vivem, seu foco é mostrar o jogo da intriga, a traição que pode acontecer em qualquer lugar e Mare acaba aprendendo da pior forma como seu mundo é violento e fatal.

Apesar de conter uma chama de romance nesta história, este elemento não é o plano de fundo de A Rainha Vermelha, que se detém a expor a luta rubra e ao jogo prateado. É interessante o modo como cada prateado é destinado a um poder diferente, eu gostei bastante desse detalhe e fiquei impressionada com vários, especialmente o poder de Julian, o cantor, que pode manipular as pessoas com sua voz, a fazer o que ele pedir. Victoria Aveyard teceu um enredo maravilhoso, diferente e encantador, a cada momento que eu pegada neste livro, não queria parar de ler, pois minha sede em saber mais era intente e principalmente descobrir ao lado de Mare os segredos ocultos nesta história.

A Rainha Vermelha é narrado em primeira pessoa, por Mare, nossa protagonista, mas assim mesmo, a autora dá espaço a outros personagens, como Cal, Maven, Elara e Julian, além de muitos outros, que mesmo sendo secundários, possuem um papel importante nesta trama tão bem arquitetada e amarrada. Victoria tem uma escrita gostosa, ela joga muito bem com as palavras e envolve seu leitor neste mundo governado pelo sangue. Uma leitura marcante, intensa em todos os sentidos, que não vai-te fazer largar do livro tão cedo e desejará fortemente o próximo volume.

Para finalizar, quero agradecer a editora Seguinte por ter-me dado à oportunidade de ler e resenhar esta obra. A respeito do trabalho editorial, tenho que dar os parabéns a editora, a capa é deslumbrante, a diagramação ótima, as folhas são amareladas e revisão esta um primor. A Rainha Vermelha mostrou-se uma leitura de alta qualidade, superando minhas expectativas, recomendo a todos!

3 comentários:

  1. Preciso urgentemente que esse livro seja lanado em Portugal :)
    Beijinhos
    www.fofocas-literarias.blogspot.pt

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  2. Sam!
    Em um mundo literário onde a distopia anda dominando e se tornando até banal, saber que tem um livro com uma ficção diferenciada e com um enredo até certo ponto inédito, claro que traz frisson pela leitura.
    Ganhei esse livro e aguardo ansiosa por sua chegada.
    “A alegria evita mil males e prolonga a vida.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista!

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  3. Que ótima resenha, esse livro parece ser uma distopia voltada para os problemas sociais,pois além das diferentes cores dos sangues, vimos o enfoque principal aos conflitos e aos atos desumanos voltados para um grupo denominado peble e conjuntamente vemos uma mocinha preocupada com os que representam a sua classe sem se ostentar com aquilo que o grupo de sangue prateado o da realeza possui e melhor ainda o romance fica em segundo plano. Só nos resta esperar pela continuação do livro *-*

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