Resenha: A Garota no Trem - Paula Hawkins

24/10/2016

Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501104656
Ano: 2015
Páginas: 378
Skoob
Avaliação:   
Onde Comprar: Amazon
Ouça o Áudio book: Ubook

Sinopse: Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Na Bienal do livro, foi apresentando aos blogueiros o Ubook, um serviço de áudio book, aonde podemos escolher qual livro ouvir e o melhor de tudo, independente do local ou hora. Eu fiquei bem curiosa com o áudio book e depois de um tempo, decidi experimentar e escolhi um livro que estava na minha lista de desejos e que de quebra tem na Ubook, A Garota no Trem, da autora Paula Hawkins. Para esta resenha, vou tentar expor como foi a experiência com o Ubook, com o próprio áudio book e o que senti ao ouvir a história de Rachel. Sempre que eu tinha um tempinho, colocava o aplicativo do Ubook para tocar a narrativa e não demorou muito para que A Garota do Trem me conquistasse por completo, tinha dias que eu passava horas ouvido a trama, tentando juntar todas as pistas do quebra-cabeças ao lado de Rachel, nossa protagonista.

Rachel é uma mulher complicada, com muitos problemas, viciada em álcool e com um histórico de depressão. Após um período conturbado em seu casamento, Rachel não conseguiu segurar a barra e se entregou a bebida, perdeu o marido para outra e consequentemente o emprego, ao chegar bêbada em uma reunião com um cliente importante da empresa. Todos os dias, as oito da manhã, Rachel pega o trem e faz o mesmo trajeto que fazia antes dos problemas aparecerem, antes de sua vida desmoronar e todos os dias, esse mesmo trem, para em uma estação, perto da rua em que Rachel vivia com Tom e nessa parada, ela observa uma casa, imagina como é a convivência do casal daquela residência, inventa nomes para eles e até inveja aquela felicidade que os dois têm, a mesma que ela perdeu... Até que um dia, a mesma moça que Rachel observava, desaparece e ela sabe que pode ter visto algo, há fragmentos de memórias, sensações que Rachel parece ter vivido no mesmo dia, no mesmo momento e lugar, que Megan desapareceu, no entanto, ela novamente não se controlou e bebeu além da conta...

Rachel quer ajudar nas investigações, de alguma forma ela se sente conectada ao que houve com Megan, ela precisa e deseja se lembrar, mas a policia não a leva a sério, até que Rachel, revela mais uma pista, algo que nem mesmo os investigadores suspeitavam, algo que ela viu em uma outra ocasião pela janela do trem. Mesmo que a pista que Rachel conta à policia, seja algo crucial e que pode levar a uma solução no caso Megan, ninguém parece acreditar no testemunho dela, afinal, Anna, atual mulher de Tom, já relatou o quanto Rachel é instável, o quanto seu problema com a bebida causam desconforto para ela e sua família e como Rachel apareceu um dia em sua casa e quase levou a filha do casal, Eve, embora. No mesmo dia que Megan sumiu, Anna viu Rachel sondando sua casa, confusa, bêbada e com sangue nas mãos, mas será que de alguma forma, Rachel pode ter feito algo com Megan? Seria ela a real culpada? Até onde se pode confiar para chegar a verdade?

Em A Garota no Trem, temos uma narrativa em primeira pessoa e três narradoras, normalmente, eu não gosto de livros que possuem mais de um narrador, mas na obra de Hawkins, casou muito bem, não sei se pelo fato de que eu ouvi o livro, mas posso dizer que sim, adorei as três narrativas, cada uma com um segredo e revelações ótimas, trazendo ganchos para o enredo. Com Rachel, Anna e Megan, entendemos que nem tudo é perfeito e nem sempre a vida da outra pessoa é um mar de rosas, a princípio, cheguei a odiar com todas as minhas forças a Anna, afinal, como Rachel é a principal narradora, sentimos na pele sua dor, sua mágoa por ter sido traída e o quanto Anna é pouco confiável, mas assim que a história avança, compreendemos que as duas têm muito em comum e não apenas o fato de Tom ser essa ligação, mas sim por conta de certas circunstancias que ambas precisam enfrentar.

Megan é uma personagem enigmática, com segredos e culpa, muita culpa, foi tocante sua história e impossível não sentir empatia por ela, mesmo que tenha cometido erros, Megan não é uma pessoa ruim e queria sim consertar as coisas, fazer tudo diferente, ser alguém melhor e dar a volta por cima. O motivo de citar isto na resenha, é pelo fato de que as três protagonistas passam emoções e sentimentos muito fortes e isto não é apenas por conta da história ou do talento da autora, que já entrou para minha lista de favoritos, mas também pelas vozes de Luciana Ferreira (Rachel), Cristina Flores (Megan) e Aline Macedo (Anna), elas foram responsáveis por trazer vida ao livro e desse modo sentimos a carga emocional que A Garota no Trem tem a oferecer. Nossas três narradoras, Luciana, Cristina e Aline, entregam tanto sentimento, que podemos notar que cada uma se entregou de corpo e alma para suas personagens, os sons que era enfatizado para raiva, tristeza, culpa e desespero foram tão impactantes, que o ouvinte de A Garota no Trem, passa a sentir tudo multiplicado, se no livro, já podemos viver as emoções dos personagens, no áudio book essas sensações são ainda maiores, tornando a experiência incrível!

E mesmo eu, uma pessoa que se distrai facilmente, conseguir ficar muito envolvida com A Garota no Trem e a cada capítulo me perguntava qual seria a resposta, quais seriam os segredos envolta da trama e apesar de ter descoberto parte esses mistérios antes que o clímax chegasse, posso dizer que no desfecho ainda somos surpreendidos pelos personagens e pela história de Paula Hawkins. Em média, os capítulos tinham de 20 a 30 minutos, alguns variavam para menos ou mais, mas não pense que isso me desanimou ou me deixou com preguiça, pelo contrário, havia momentos que eu queria apenas ouvir o áudio book e ser transportada para a narrativa de Rachel, Megan e Anna, enquanto escrevo essa resenha, me vem em mente cada sensação, cada emoção que o livro despertou em mim.

Como mencionei ao longo da resenha, utilizei o Ubook e o mais legal, foi que não precisei estar conectada ao PC ou internet, o Ubook possuiu um aplicativo na Google Play (muito simples e fácil de usar) e baixei para o meu celular e na minha conta, fiz o download do áudio book para ouvi-lo sem precisar do acesso a internet 4G, até mesmo no intervalo do curso de Produção Gráfica, eu aproveitava para ouvir A Garota no Trem e sem dúvidas, foi uma experiência muito gratificante o áudio book e o serviço da Ubook, estou ansiosa para fazer parte dos assinantes (você pode experimentar o serviço por 7 dias gratuitamente!), pois é algo diferente e tão intenso como ler o livro e para aqueles que possuem pouco tempo, mas não querem abrir mão da literatura, com certeza indico o Ubook, o acervo esta bem legal e minha recomendação é que tragam mais suspenses e thrillers, afinal, ouvir esse gênero é sensacional!

7 comentários:

  1. Olá!
    Eu sou doida para ler A garota no trem. Só leio resenhas positivas sobre a história, que só faz aumentar a curiosidade.
    Adoro thrillers psicológicos e acredito que a leitura tem tudo para me agradar.
    Sobre o Ubook, tenho visto muitas pessoas falando e estou doida para conferir, acho que deve ser uma ótima experiência.
    Beijos.

    Li
    Literalizando Sonhos

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  2. Eu nunca utilizei audiobooks, não sei se conseguiria me adaptar. Parece estranho, sei lá hahaha. Quanto ao livro, vi opiniões muito divididas e confesso que desanimei um pouquinho, apesar de gostar muito do gênero. Uma amiga minha contou que "adivinhou" o mistério cedo demais. Acho que ficarei só com o filme mesmo...

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  3. Eu simplesmente adoro livros com mais de um narrador, sério! Por isso me interessei muito pela história, pois além de parecer um daqueles thrillers de tirar o fôlego.
    Eu nunca escutei um livro, não sei se conseguiria, tenho medo de me distrair, mas confesso que deve ser interessante.
    Estou curiosa pelo filme, mas acho que vou fazer a leitura antes.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  4. Oi Sammy, meu medo de audio book é que a história se torne forçada ou mecânica com a narração, por isso venho evitando o ubook, mas pelo que pude perceber na sua resenha este não é o caso desse aplicativo. Até agora não tinha lido nenhuma resenha do livro, mesmo tendo vontade de lê-lo, alias tenho em ebook, e você conseguiu me instigar mais ainda, quero saber qual o desfecho dessa narrativa, qual as reais intenções de anna e qual o problema de Megan, muito curiosa

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  5. Oi Sammy.

    Estou lendo tantos comentários positivos sobre o livro e com a chegada dele nos cinemas, não posso negar que minha curiosidade está à mil pela leitura. O único livro que usei na forma áudio book foi Os Sete de André Vianco e já tem muito tempo. Gostei na época porque não tinha o livro e após ouvir a história eu comprei a versão impressa. Como gostei da sua resenha por ela ter informações que desperta interesse no livro vou adicioná-lo na minha lista.

    Bjos

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  6. Olá! Que bacana essa nova forma de aproveitar o tempo com livros! Eu conheci os áudio books há algum tempo, através de um amigo com deficiência visual e também gostei bastante dessa nova forma de ler/ouvir livros.
    Quanto ao "a garota no trem", eu li e gostei do livro um pouco menos que você. A trama não me envolveu tanto e fiquei meio com preguiça da personagem principal durante as idas e vindas no trem, principalmente por tentar esconder o alcoolismo de sua colega de apartamento. De toda forma, acho que a idéia da autora foi boa e fui eu quem não consegui me conectar.
    Beijos!
    Karla Samira
    www.pacoteliterario.blogspot.com.br

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  7. Sério que você normalmente não gosta de narrativa alternada? Eu adoro, queria que tivesse isso em muito mais livros... Rs... Todas as protagonistas realmente passam emoções e sentimentos intensos, e imagino que isso tenha mesmo sido reforçado ouvindo a história. Tinha um pouco de receio de ouvir um áudio book, mas se você diz que se distrai e ainda assim se envolveu desse jeito, vou fazer uma experiência.

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