Resenha: A Garota Italiana - Lucinda Riley - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: A Garota Italiana - Lucinda Riley

Resenha: A Garota Italiana - Lucinda Riley

09/11/2016


Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580415650
Ano: 2016
Páginas: 464
Skoob
Avaliação:        
Onde Comprar: Amazon

Sinopse: Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música.
Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana - e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada - e apaixonada - por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino.
Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Somente Lucinda Riley para me fazer gostar tanto de um romance, ainda mais quando o drama é tão presente na narrativa. Quem acompanha o blog, sabe que estes gêneros não são muito resenhados, não que eu não goste deles, na verdade, drama, é um estilo que pouco aprecio, mas o romance em si, eu gosto sim, mas digamos que tenho algumas desavenças a respeito desse gênero e por tanto, são poucos os que leio, mas Lucinda Riley é uma autora que cativa com seus livros, que nos faz mergulhar de corpo e alma em suas histórias e sim, é uma escritora que aposto todas as minhas fichas, que sei que no momento que eu puser minhas mãos em seus livros, encontrarei uma trama linda, emocionante e cheia de sentimentos. A Garota Italiana, me proporcionou uma leitura agradável, ao mesmo tempo que é forte e poética.

Vale mencionar, que originalmente, A Garota Italiana, foi escrito há 17 anos, com o nome de Ária, pelo antigo pseudônimo da autora e quando seus editores, insistiram em publicar alguns romances antigos de Lucinda, Ária foi escolhida e com isso ganhou um novo olhar, pois precisava de atualização, segundo a própria autora e disso, nasceu A Garota Italiana, mas como Lucinda mesmo nos diz, a história e os personagens ainda estava lá, apenas ganharam uma nova "roupagem" e posso dizer com sinceridade, a história é ótima e traz uma carga tão grande de sentimentos e emoções, que A Garota Italiana te conquista desde da primeira página, você é literalmente fisgado pela história, pelas descrições e personagens, até me surpreendi pelo tanto que a leitura fluiu e em pouco dias, eu havia terminado o livro e aquele aperto no coração, aquela ressaca literária, estava surgindo, pois é isso que você sente ao ler um livro de Lucinda Riley, experimenta as emoções na flor da pele, como se tudo que os personagens vivenciam, fosse parte de você e ao chegar ao fim, você sente que nada mais irá substituir aquela leitura.


Mas posso dizer, que em A Garota Italiana, não encontraremos um romance integralmente cativante, fofo e romântico, características que em A Casa das Orquídeas e A Garota no Penhasco, retrataram de forma espetacular. Em A Garota Italiana, veremos uma face diferente do amor, que beira a obsessão, a dependência e vício, Rosanna e Roberto, não são exatamente um casal que o leitor vai simpatizar 100%, principalmente em relação ao protagonista, que sem dúvidas vai desagradar a muitos. Roberto é egoísta em vários momentos, gosta de flertar, seduzir e de amar muitas mulheres, por mais que Rosanna, possa ter despertado bons sentimentos nele, não foi o suficiente para que Roberto parasse de pensar no seu próprio ego, em sua posição e em si mesmo. Roberto não me agradou nenhum pouco, na verdade, nem mesmo Rosanna, com sua dependência, carência e obsessão, mas mesmo que estes sejam os protagonistas de A Garota Italiana, o enredo vai muito além do amor possessivo dos personagens principais, temos a paixão pelo canto, dramas familiares, a busca pelo sonho e a linda Itália (que é o palco principal da trama), tão bem retratada, que podemos vivenciar seu ar fresco e sua beleza, essas são as características tão marcantes que Lucinda impõe em seus livros, como se de fato, o leitor possa estar lado a lado com os personagens, além disso em A Garota Italiana, os personagens secundários, ganham papeis importantes, sentimos necessidade de ler mais e saber os desfecho deles e aqui, Lucinda fechada suas pontas soltas, além de dar brecha a ganchos surpreendentes, dispostos a fazer com que o leitor leia ainda mais.


Se tem algo que gosto nos livros da Lucinda Riley é essa sensação tão gostosa de ler um livro emocionalmente intenso, a escrita da autora continua um primor, fluida, envolvente, seus personagens, assim como nos demais que li, são carismáticos e passam por situações reais, que fazem com que a história pulse, vibre e salte das páginas. Lucinda Riley é uma autora magnifica, ao qual deixa qualquer leitor, fascinado por seus romances. Por ser uma trama extensa, aonde foca principalmente na música, no aprendizado de Rosanna e no amor obsessivo que compartilha com Roberto, pode deixar a leitura mais lenta, principalmente se o leitor estiver acostumado com romances cheios de reviravoltas, mas não se engane, A Garota Italiana, tem um ritmo ótimo, só que sua trama é conduzida um pouco lentamente, mas ainda sim, traz boas surpresas e envolve bastante, afinal, a sutileza e o primor da escrita de Lucinda são um dos elementos que te prende em A Garota Italiana, por tanto, fica a minha recomendação: Se você ainda não leu os romances de Lucinda Riley, não perca mais tempo!


Vale mencionar também, que a narrativa de A Garota Italiana é em terceira pessoa e não foca apenas em Rossana e Roberto, mas também em vários personagens secundários que completam a história, como Luca (irmão de Rosanna, e um dos personagens mais fofos do livro), Abi, Donatella, Carllotta, ou seja, temos um apanhado ótimo de subtramas, mas cada uma entrelaçando a história principal, fechando o ciclo de A Garota Italiana. A respeito da edição, encontrei alguns erros na revisão, principalmente a falta de travessão em alguns diálogos, o que pode atrapalhar a leitura. Quanto a diagramação, possui alguns detalhes sutis e segue a padrão da editora Arqueiro. Sem mais, recomendo com toda a minha certeza, A Garota Italiana.

6 comentários:

  1. eu gostei da trama pelo jogo de segredos, da possibilidade de investigar, de ir compreendo conforme as páginas mudam, é uma trama viva, que desperta, que desperta para uma Itália linda, passional
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Oi, Sammy!

    Não conhecia o livro, mas sua resenha me interessou bastante! Gosto de livros assim, com uma leitura fluída e intensa. Sendo da Arqueiro então, só me deixa mais curiosa para a leitura. Com certeza vou adicionar à minha lista! Obrigada pela dica!

    Sucesso com o blog sempre!
    Beijos, Belle.
    floraliteraria.blogspot.com

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  3. Oi, Sammy!
    Ai esses romances intensos! *sempre me deixam desesperada* a história é muito boa e bem construída pelo o que você falou na resenha, a única coisa que me fez ir correndo para as colinas foi essa mistura de obsessão, dependência e vício na história de amor (essa coisas me deixam meio mal nas leituras), se não fosse por isso, iria correndo ler! Alíás, sua resenha ficou ótima! :D
    Bjs

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  4. Olá, Sammy.
    Eu também gosto de um bom romance, com drama então, fica perfeito!
    De cara, já não gostei do Roberto e fiquei surpresa com a personagem feminina também nutrir uma relação de obsessão, porque geralmente essa é uma característica do homem.
    Achei um livro com uma boa carga e é impressionante que tenha sido escrito há tanto tempo atrás, porque me pareceu bem atual.
    Abraços.

    Papel, palavra, coração

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  5. Olá, tudo bem? Confesso que essa história de amor obsessivo me deixou um pouco receosa, não parece nada com um casal o qual eu gostaria de acompanhar, mesmo com todas as subtramas, a parte da música ou a ambientação. O ritmo lento também me deixou meio desconfiada. Acho que seria uma leitura meio arrastada para mim :/


    ourbravenewblog.weebly.com

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  6. Oiii!!
    Sammy, é lindo que uma autora te tira da zona de conforto e sabe te manter envolvida! EU não li nada autora, mas a conheci na Bienal e ela foi um amor, inclusive falou que foi muito dificil dar esse novo olhar ao enredo. Mas pelo visto foi feito muito bem!

    A resenha está incrivelmente envolvente! Parabéns!


    Beijinhos

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