Resenha: As Sete Irmãs - Lucinda Riley - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: As Sete Irmãs - Lucinda Riley

Resenha: As Sete Irmãs - Lucinda Riley

23/01/2017


Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 480
Skoob
Avaliação:  
Compre: Amazon - Submarino - Saraiva
Sinopse: Em As sete irmãs, Lucinda Riley inicia uma saga familiar de fôlego, que levará os leitores a diversos recantos e épocas e a viver amores impossíveis, sonhos grandiosos e surpresas emocionantes.Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D’Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai – que adotou Maia e suas cinco irmãs em recantos distantes do mundo – morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer.Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem – uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro.Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor.

Resenha publicada originalmente no blog Pobre Leitora, aonde sou colunista


As Sete Irmãs: A história de Maia é o primeiro livro da série inspirada na lenda das Sete Irmãs Plêiades e nesta introdução a autora Lucinda Riley nos apresenta Maia e sua saga em busca do passado e ouso dizer, redenção. Maia assim como suas cinco Irmãs, foram adotadas ainda bebês pelo misterioso Pa Salt que lhes deu amor e carinho. A cada chegada de uma nova irmã, as meninas de Pa ficavam animadas, no entanto a última irmã não foi encontrada e este é mais um dos mistérios que Pa Salt jamais poderá revelar. Após sua morte, Pa deixa instruções específicas para cada filha a respeito das origens delas, e assim que o passado vem a tona, Maia decide enfrentar o desconhecido e parte em busca de sua própria história.

As instruções de Pa a leva para o Brasil e com isso Maia descobre que suas origens estão ligadas a jovem Izabela e a criação do Cristo Redentor, mas estaria Maia preparada para as respostas que ela mesma nunca ousou perguntar? E qual seria o constante remorso que a fez embarcar ao Brasil? Com uma narrativa repleta de bons ganchos, Lucinda Riley nos faz mergulhar em uma história profunda onde o passado e o presente se conectam. Sua escrita cativante é ainda mais contrastante em As Sete Irmãs, que mescla ficção à fatos históricos.

Como mencionado, a obra se divide entre Maia e Izabela, mas apesar de inicialmente a parte referente a Maia apresentar cenas significativas e chamativas, é a história de Bel que se sobressai, seja pelas menções históricas quanto aos personagens, a impressão que tive foi que a trama de Bel, seu romance e dramas foram mais plausíveis e emocionantes que a história de Maia, não que esta seja uma protagonista ruim, longe disso. Maia tem características ótimas e gostei bastante dela, mas com exceção de suas irmãs e os demais personagens ligados a sua vida com Pa Salt, os demais foram um pouco forçados, principalmente Floriano e Valentina, as ligações de Maia com o Brasil.

Logo de cara percebemos que Floriano é o interesse romântico de Maia, mas meu desagrado foi com o fato de ter achado o romance muito instantâneo e repentino, além de pouco entusiasmante. Não houve um aproveitamento dos personagens na parte de Maia no Brasil. Tanto o romance da protagonista, quanto o próprio Floriano e sua filha, me pareceram perdidos no enredo, no entanto, a história de Bel é cativante e esse fundo histórico foi o ponto alto do livro, mas não é apenas isso que me fez gostar da obra mesmo com as ressalvas que escrevi. A mesclagem de drama, segredos e ganchos entre duas eras diferentes, características da autora, fazem com que o leitor se envolva bastante e as descrições tão bem escritas nos situam maravilhosamente bem no ambiente em que se passa a história de Maia e de Izabela.

A lenda das Plêiades é citada durante o livros e é muito interessante o fato dela servir não só como base para essa saga familiar, como também faz parte do mistério envolvendo Pa Salt, torço para que futuramente a autora nos presenteie com uma história de Pa, tenho uma leve desconfiança das origens dele, mas um livro ou até mesmo um conto iria enriquecer bastante está série. Sem mais, As Sete Irmãs – A história de Maia é uma introdução bem legal da série, o final da uma margem ótima para história de Ally, uma das irmãs que mais me interessou. Mesmo que certas características do enredo não tenham sido totalmente satisfatórias para mim, eu recomendo sim a leitura, principalmente para aqueles que gostam de histórias com drama familiar, sem abrir mão do romance, de boas descrições e ambientação. Quanto ao trabalho editorial, a Arqueiro nos traz uma edição simples, porém com detalhes bonitos, como capitular na primeira letra de cada capítulo, diagramação confortável e ótima revisão, a capa ficou muito linda na minha opinião, dando um ótimo contraste a série.

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