Resenha: O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida - Kate Eberlen

16/01/2017

Edição:
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580416213
Ano: 2016
Páginas: 432
Tradutor: Thalita Uba
Skoob
Avaliação:    
Onde Comprar: Amazon - Livraria Cultura

Sinopse: Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.
E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.
Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?
O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

Um dos principais motivos que me levou a ler O primeiro dia do resto da nossa vida foi a Lenda Akai Ito, ou a Lenda do fio vermelho como muitos podem conhecer, está história que se originou na China e posteriormente se popularizou no Japão, diz que todos nós temos um fio vermelho em nosso dedo mindinho e que liga a nossa alma gêmea, aquele que estamos destinados a encontrar, esse fio pode se esticar e emaranhar, mas nunca se romper. Eu queria explicar um pouquinho dá Akai Ito pois combina perfeitamente com Tess e Gus, duas pessoas que estão destinados um ao outro, que se completam, mas que podem ou não se encontrar.

"Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se
Independentemente do tempo, lugar ou circunstância
O fio pode esticar ou emaranhar-se
mas nunca irá partir."
Antiga crença chinesa

Quando li a sinopse imediatamente lembrei dá Lenda do Fio Vermelho e fiquei ansiosa para leitura de O primeiro dia do resto da nossa vida. A obra de Kate Eberlen é um New Adult bem legal e que me agradou bastante, com exceção dá parte final. Gostei do fato dá autora sempre deixar aquele acaso do destino, a qual Gus e Tess poderiam vir a se encontrar tantas vezes, mas por conta de vários imprevistos se desencontram, além disso percebemos que apesar de terem vidas separadas e terem outros relacionamentos os dois não estão exatamente felizes e outra vez entra a Akai Ito, que também diz que enquanto as duas almas gêmeas não se encontrem e fiquem juntas, não viverão a experiência do amor verdadeiro. Não estou afirmando que a autora tenha se baseado na lenda, mas só pelo fato de ter essa áurea do destino e almas gêmeas, fez com que eu me interessasse muito pelo livro e se não fosse por um simples detalhe que constatei no desfecho, a nota final do livro teria sido melhor, até porque gostei muito dá narrativa intercalada dos protagonistas, os personagens secundários são cativantes e todos eventos que Tess e Gus vivenciam são emocionantes, é fácil ficar envolvido com o enredo, além do que a escrita de Kate Eberlen é viciante, gostosa e fluida, nestes aspectos só tenho elogios para com a autora e sua obra.


No entanto, fiquei um tanto chateada com o desfecho, como a história tinha sido tão bem amarrada e desenvolvida, o final ficou deixando à desejar, a impressão que tive foi que a história acelerou para chegar ao final, como se já estivesse tão grande que precisava acabar logo, por tanto tinha que ser abrupto, mas isto me desanimou tanto que O primeiro dia do resto da nossa vida perdeu todo encanto, eu queria explicar melhor, mas isto acabaria revelando demais e não quero dar nenhum spoiler. Só posso dizer que sim, depois de tanto desencontros, depois de terem enfrentado tanta coisa, eu esperava algo mais marcante para Tess e Gus, fiquei sentida com o final, não pelo fato de ter sido triste, mas sim por ter sido tudo tão apressado, rápido e sem aquela emoção marcante que esteve tão presente no início e meio do livro.

Mas apesar disto foi uma leitura que me cativou, eu estava muito envolvida com Tess e Gus que rapidamente a obra foi chegando ao fim, a parte que se refere a Tess foi a que mais me emocionou. Tess tinha todo um futuro pela frente, mas uma tragédia abala seus planos, em sua narrativa notamos o quanto ela é forte, sem deixar suas convicções de lado, apesar de sacrificar pelos outros Tess sem dúvidas é admirável e foi a minha personagem predileta durante a leitura.


Enfim, mesmo com algumas ressalvas O primeiro dia do resto da nossa vida foi uma experiência gratificante e gostei muito, todo romance, drama e emoções foram bem empregadas ao longo do livro e só fico triste pelo fim não ter continuado com as minhas expectativas que estavam ótimas no início e metade do enredo. Por fim, a edição da editora Arqueiro está linda, a capa combina muito bem com a trama, gosto desse estilo de arte com silhuetas, são simples, porém bonitas e elegantes. Quanto a revisão, não encontrei nenhum erro aparente, a diagramação é típica dá editora, ou seja temos todo um cuidado especial que dá gosto de ter o livro na estante.

Sem mais, O primeiro dia do resto da nossa vida é um livro que recomendo para os fãs de NA e aqueles que assim como eu, apreciam uma boa história com destino e almas gêmeas.

“ Se existe um lugar no mundo aonde você deve ir no dia em que se apaixona, é Pisa.”  - O primeiro dia do resto da nossa vida.

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