Resenha: O Guardião - Daniel Polansky

03/02/2017


Edição: 3
Editora: Geração Editorial
ISBN: 9788581300344
Ano: 2012
Páginas: 448
Tradutor: Ricardo Gozzi
Avaliação: 
Sinopse: Imagine um policial noir como os de Raymond Chandler e James Ellroy com o ritmo sanguinolento dos fi lmes de Quentin Tarantino e a fantasia de "O Senhor dos Anéis", num cenário como a Los Angeles de "Blade Runner", onde os policiais não querem ver nada que não convenha e convivem com gangues multiétnicas de assassinos, prostitutas, contrabandistas, drogados e trafi cantes. Pelas ruas imundas desse mundo devastado, em meio a uma fauna corrupta de que é prudente desconfiar a todo momento, vaga o "Guardião", um tipo solitário e desiludido que viveu como combatente numa grande guerra, sobreviveu a uma peste e leva a vida como narcotrafi cante. Ele se droga para suportar seu cotidiano sórdido e investiga o cruel assassinato e estupro de uma garotinha. "Cidade das Sombras" é uma trilogia fantástica, cujo primeiro volume é este alucinante romance de estreia que inaugura um novo gênero: a "fantasia noir". Tenso, com um suspense crescente, "O Guardião" surpreende pela ousadia, assusta com a previsão de um futuro sombrio para a humanidade e garante uma leitura de impacto do começo ao fim.

O Guardião é uma fantasia com toques de policial, onde mistura povos distintos e magia com casos de assassinato. 
O Guardião, personagem principal que dá nome ao livro - e que só agora reparei que li o livro todo sem nem perceber se ele tinha um nome -, é um cara recluso e perigoso,  ex-soldado e que agora vive como uma espécie de traficante. Com poucos amigos mas muitos conhecidos e inimigos, o Guardião passa seus dias na Cidade Baixa utilizando Sopro de Fada e cuidando de seus negócios, até que uma menina é assassinada e não há vestígios de quem praticou o crime. Ao encontrar o corpo da garota que faz parte de seu povo, o Guardião pegará para si o dever de achar quem cometeu tal atrocidade. No meio de sua investigação, o Guardião também lembrará de seu passado e lutara contra inimigos. 

O Guardião é um livro que eu queria ler a muito tempo e tive a oportunidade graças a Sammy, mas talvez a expectativa alta tenha me traído mais uma vez. Não que o livro seja ruim, ele não é, mas eu esperava uma história mais impactante ou pelo menos mais envolvente. 

Como uma boa fã de qualquer tipo de fantasia, fico em êxtase cada vez que um novo mundo com novos seres surge a minha frente, e este livro entrega isso, porém, senti falta de um melhor detalhamento. Os personagens são divididos em povos, como se fossem etnias diferentes, com características, língua e costume próprios, os pontos/bairros/partes da cidade seguem a mesma tendência, e isso seria maravilhoso se melhor explicado, para o leitor poder se situar melhor. Com o livro sendo narrado em primeira pessoa pelo Guardião, ficamos dependendo de suas descrições para conhecer o ambiente. Por melhor narrador que ele seja e por mais que foque bastante nos detalhes ao seu redor - o que normalmente acho difícil de acontecer nesse tipo de narração, achei essa parte um pouco falha e não consegui visualizar tão bem assim a história. 

Com essa falta de visualização somada a uma escrita um pouco mais lenta, o livro foi se arrastando e se tornando enfadonho, por mais que eu estivesse curiosa para saber o desfecho dos assassinatos. Esse aliás, é o ponto principal do livro, que guia todos os atos e lembranças, mas acho que para justificar suas desconfianças, o Guardião devaneia um pouquinho demais. 

Não cheguei a me afeiçoar pelo protagonista da história , gostei mais de seu amigo Adolphus, um personagem secundário mas interessante. Ainda assim, os personagens são bem construídos e chamam atenção por suas peculiaridades. 
Os casos de assassinato são bem desenvolvidos, mas infelizmente descobri facilmente o vilão, bem antes até do próprio Guardião, o que me tirou o elemento surpresa e me deixou apenas curiosa para saber como ele descobriria e como reagiria. 
O final do livro foi bem fechado para mim, sem necessitar de outros volumes. Lerei o segundo em breve para descobrir qual pode ser sua abordagem. 

O trabalho da Geração Editorial é simples e gosto muito da arte da capa. Infelizmente achei muitos errinhos bobos durante a leitura. 

O Guardião foi um livro complicado, que talvez tivesse me agradado mais com pequenas mudanças como a pessoa da narrativa, mas ainda assim foi um bom livro e que recomendo para fãs de livros assim. Pessoas que não estão habituadas com esse tipo de livro já não sei se conseguiriam aproveitar tanto. 

2 comentários:

  1. Oi, Nat. Tudo bem?

    Assim que vi sua resenha vim aqui ler, e que decepção! Eu ganhei o segundo volume desse livro, e acabei baixando o primeiro no kindle para acompanhar a estória, até comecei a ler, mas tive que abandonar a leitura. Nunca mais retomei, mas, no fundo, tinha vontade de retomar, só que a minha impressão de que eu não iria gostar se confirmou agora com sua resenha. E confio na sua opinião, já que vc lê fantasias, deve reconhecer uma boa quando a encontra.

    Enfim, obrigada pela sua opinião.

    Beijinhos, Hel.
    leiturasegatices.blogspot.com.br

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  2. Oi Nathalia!

    Olha, para falar a verdade, pela sinopse e pela tua resenha achei o livro bem confuso.

    Quando se trata de fantasia e um lugar com vários povos, estilo Senhor dos Anéis, acho que a história tem que ser muito bem construida.

    Blog aboutbooksandmore.blogspot.com.br

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