Resenha: IT: A Coisa - Stephen King - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: IT: A Coisa - Stephen King

Resenha: IT: A Coisa - Stephen King

06/09/2017

Resenha Crítica

Título: It: A Coisa | Autor (a): Stephen King | Editora: Suma de Letras | Páginas: 1103 | Skoob.

Onde Comprar: Amazon | Saraiva.

Sinopse: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

Faltando poucos dias para a estréia do filme IT: A Coisa eu finalmente terminei o livro! Por ser uma obra muito extensa não é vergonha admitir que demorei mais que o planejado para concluir a leitura, afinal ler mais de mil páginas não é tão fácil mesmo que o autor seja o mestre Stephen King. 

Não li muitas obras do autor, mas dentre as que fiz a leitura com certeza A Coisa foi o melhor, notamos o quão grandioso é este livro mesmo que em certos momentos fique até um pouco maçante e explico o motivo. A Coisa como mencionado possui mais de mil páginas, o maior livro que li até hoje e duvido que outro vá ultrapassa-lo tão cedo e sendo bem grande é comum que muitos aspectos do enredo acabam sendo enfadonhos e até desnecessários (olha que não estou nem citando a cena mais polêmica do livro!). Se pelo menos metade de muitos pontos fossem enxugados ou descritos de outra maneira teríamos uma leitura mais rápida, dinâmica e estimulante, não que isto torne o livro ruim e podem reparar que dei a nota máxima, mas uma narrativa tão intensa como de A Coisa pode acabar desestimulando principalmente porque demora para o enredo atingir seu auge. 

Narrado principalmente em terceira pessoa a história nos apresenta um grupo de crianças que decidem acabar com uma entidade maligna infestada na cidade, no entanto não pense que a trama é apenas com as crianças mas também intercalado com eles já adultas voltando para por um fim definitivo no que começaram no passado. Mesmo com a escrita envolvente de King é preciso ter paciência para encarar A Coisa muitos pontos dos do enredo são repetitivos e muitas vezes desnecessários como citei acima o que acaba deixando a leitura bem lenta, afinal também temos muitos detalhes, pontos de vista a cerca de vários personagens e até divagações na narrativa, ou seja esteja pronto para encarar um livro que pode tomar muito tempo, mas que no fim percebemos o quanto é muito bom, quem é fã do autor deve ler A Coisa, não dá para negar que este livro realmente é impressionante. 

Mas apesar das aparências e da fama do autor, A Coisa não é necessariamente um terror, eu particularmente não o classificaria nesta categoria pois o que mais temos é um suspense até que brando e muito mistério com toques fantásticos, não pense que ao pegar A Coisa você sentirá medo, pois isso passa longe, na verdade dos livros que li do autor nenhum realmente dá algum susto ou te aterroriza, não tem porque ter receio de pegar um livro tão bom como este e deixar de ler por conta que dá a impressão de ser um terror intenso, temos vários estilos na narrativa, incluindo o horror, mas terror é um pouco exagerado dizer que é, na verdade passei boa parte do livro rindo principal do jeito icônico de Pennywise. 

E em se tratando de personagens, todos eles tem um bom desenvolvimento, seja a própria Coisa como as crianças, Bill nosso protagonista é bem cativante, mas também gostei muito de Ben, no entanto se tem personagens odiosos e nem vou incluir Pennywise pois esses dois conseguiram ser piores que a Coisa, são eles Tom e Harry, são personagens que sem dúvidas foram feitos para mostrar o tom da maldade humana. 

Enfim, IT: A Coisa é um livro intenso, traz temas fortes e polêmicos, sem deixar de lado a história que quer contar, o final é de cortar o coração e quem diria não é? A forte amizade e amor dos protagonista são um dos pontos altos da narrativa e deixaram o leitor muito cativado. Sem mais, posso dizer que agora zerei minha vida literária após a leitura de A Coisa, um livro que com certeza tem que ser lido!

Sammysam Rosa

Escrito por:

Sammy. Casada e apaixonada por livros. Gosto de literatura policial, suspense e terror. Típica pisciana, sonhadora e curiosa.

Um comentário:

  1. O livro é muito pai, muito completo! O filme tem seus melhores momentos na dinâmica do Grupo, lembrando os clássicos de Spielberg e a nostalgia dos filmes da década de 80. IT, a Coisa. uma obra prima do medo!! O início do livro é arrastado: pelo menos até a página 500, nada de muito emocionante acontece. É preciso paciência. A história de Beverly é incrível, mas pode ter muitos gatilhos para quem tem problemas com assuntos como violência contra a mulher, estupro e assédios. As cenas de espancamento e abuso são relatadas detalhadamente, o que torna os capítulos referentes à garota difíceis de serem lidos. Aliás, cenas de violência estão presentes em todo a obra. A ação sinistra da Coisa parece brincadeira de criança (literalmente), se comparadas com as surras que o “valentão” Henry Bowers dá nas outras crianças. Depois de ler mil páginas, o que o leitor espera é que as últimas 100 sejam excepcionais — e expliquem toda a doideira que rolou até aquele momento. Mas não é isso que acontece. O fim de It decepciona por ser muito alheio ao que se esperava. A história do livro parece muito real, até o leitor se deparar com um final completamente místico e desconexo. Outro fator crucial, é claro, é a prosa de Stephen King. O homem faz sucesso por um motivo: a história é tão bem contada que o leitor se sente dentro da pequena cidade de Derry, onde tudo acontece, e se emociona com os personagens.

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