Resenha: Garota em Pedaços - Kathleen Glasgow - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: Garota em Pedaços - Kathleen Glasgow

Resenha: Garota em Pedaços - Kathleen Glasgow

09/10/2017


Título: Garota em Pedaços | Autor (a): Kathleen Glasgow | Editora: Outro Planeta | Páginas: 384 | Skoob.

Onde Comprar: Amazon | Casas Bahia.

Sinopse: Além de enfrentar anos de bullying na escola, Charlotte Davis perde o pai e a melhor amiga, precisando então lidar com essa dor e com as consequências do Transtorno do Controle do Impulso - um distúrbio que leva as pessoas a se automutilarem. "Viver não é fácil". Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica - para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida -, Charlotte Davis troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores.
Cansada de se alimentar do sofrimento, a jovem se imbui de uma enorme força de vontade e decide viver e não mais sobreviver. Para fugir do círculo vicioso da dor, Charlotte usa seu talento para o desenho e foca em algo produtivo, embarcando de cabeça no mundo das artes. Esse é o caminho que ela traça em busca da cura para as feridas deixadas por suas perdas e os cortes profundos e reais que imprimiu em seu corpo.

Cortesia em parceria com a editora.

Peguei esse livro para ler, e já sabia que se tratava de um assunto que não é tão divulgado e um pouco diferente do que estamos acostumados a lidar, talvez poderia ter mais divulgação sobre isso, já que se trata de um assunto sério e que quase não vejo sendo falado por ai, mas vamos lá.
Charlotte ou Charlie, tem Transtorno de Controle do Impulso, que se caracteriza pela pessoa ser incapaz de resistir a qualquer tipo de impulso que ela tenha, ou seja, ela se automutila, para que tudo o que está sentindo no momento passe, infelizmente esse tipo de transtorno é muito difícil de ser diagnosticado, apesar de se cortar, a intenção não é se matar, mas o que pode acabar acontecendo se o corte acabar sendo profundo ou em algum lugar que tenha mais circulação de sangue.

Na primeira parte do livro conseguimos enxergar o que Charlie sente, como ela lida com seus problemas e como acaba se automutilando, ela tem que ir a uma clínica para fazer terapia em grupo, mas que infelizmente acaba não tendo mais, pois o plano de saúde de sua mãe suspende o tratamento, e sem ele, infelizmente Charlotte volta a se automutilar e vai ter que tentar se virar sozinha com isso.
Uma pessoa de seu passado volta em sua vida, e acaba levando ela para o Arizona, pensando que assim ela poderia melhorar e quem sabe se curar desse transtorno, mas como sempre temos alguns obstáculos em seu caminho, apesar de tentar ter um novo hobby a pintura, ela acaba se envolvendo com o irmão da dona de onde ela trabalha, mas ele não é a melhor pessoa para estar junto de Charlie, já que ele é um usuário de drogas e nem de passagem a melhor pessoa para se estar ao lado dela nesse momento em que ela poderia estar tentando melhorar.

A autora consegue nos trazer sentimentos intensos nessa leitura, não é fácil ver o que acontece com Charlie, sabemos que isso praticamente não tem uma divulgação ou um aprofundamento no assunto, pois pelo menos onde moro, nunca ouvi falar de alguma campanha em que possa ajudar uma pessoa com esse transtorno, o que é muito sério e não é brincadeira.
O livro nos trás uma lição sobre o assunto e confesso que depois dessa leitura fiquei um tempo pensando sobre o assunto, que acredito, precisa ser mais informado em todos os lugares, não sabemos quem pode ter esse transtorno, e se conhecer alguém, tente ajudar, não ache que é frescura ou que simplesmente a pessoa quer chamar a atenção, você pode estar salvando uma vida, pense nisso.

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Camila Mazzetto

Escrito por:

Camila Sua verdadeira paixão está nos livros, blogueira de coração, amo livros de suspense e terror, mas devoro o que tiver pela frente.

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