Resenha: As Perguntas - Antônio Xerxenesky - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: As Perguntas - Antônio Xerxenesky

Resenha: As Perguntas - Antônio Xerxenesky

01/11/2017


Título: As Perguntas | Autor (a): Antônio Xerxenesky | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 184 | Skoob.

Onde comprar: Amazon.

Avaliação: ★★
Sinopse: Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos.
Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença.
Em 'As perguntas', Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.

Cortesia em parceria com a editora.

Com uma sinopse intrigante As Perguntas de Antônio Xerxenesky, chamou a minha atenção por conta da proposta sombria e de ser um suspense nacional, este gênero é um dos meus favoritos e por isso mesmo a ansiedade e a expectativa eram grandes. De início eu estava gostando bastante, a narrativa era bem envolvente e mesmo concluindo que não era um suspense em si mas um thriller psicológico continuei com a leitura, afinal também aprecio muito esse estilo literário e estava curiosa com as muitas questões a respeito da história de Alina, o motivo dela ver sombras e continuar cética, da razão para o surtos psicóticos e aonde entraria essa seita misteriosa que mudou a vida da protagonista.

No entanto conforme a leitura ia avançando e mesmo com os traços sombrios e misteriosos que intrigam o leitor, notei que o enredo passou a ficar com inúmeros questões em aberto, quanto mais a narrativa prosseguir a mais e mais perguntas ficavam sem respostas e quando a narração passou pelo ponto de vista de Alina deixando de ser em terceira pessoa foi que acabou me desagradando. Até o momento eu estava gostando muito de Alina, simpatizava com ela e vi um pouco de mim mesma nela, mas quando a história passou a ser em primeira pessoa foi como se tivéssemos uma nova personagem e muito diferente, impulsiva, enfadonha e muito chata, demorei uns bons dias para concluir esta segunda parte da narrativa feita pela protagonista, diferente da anterior que devorei em poucas horas, ou seja, um livro que julguei que leia rápido acabou se tornando uma leitura cansativa e pouco atrativa, principalmente pela personalidade de Alina e também pela parca informação na história, seja pelas próprias questões deixadas, como pela simplicidade nas descrições, no pulo constante de um lugar a outro em poucos parágrafos, mas talvez o final tenha sido o ou mais frustrante de tudo. 

O desfecho ficou em aberto, deixando o leitor assim como Alina com inúmeros questionamentos, até me perguntei se era isso mesmo ou se não havia mas nada além daquelas páginas finais, mas temos apenas os agradecimentos e nada mais.... Talvez eu não tenha compreendido o real motivo de As Perguntas ou quem sabe esta seja a razão da história te deixar na dúvida e talvez por isso mesmo título? De toda forma mesmo que a obra não tenha me agradar totalmente creio que cada um deveria tirar suas próprias conclusões, afinal As Perguntas possui pontos interessantes como o mistério descrito acima e toda a carga emocional e sinistra, mas infelizmente não funcionou para mim. 

Sobre a edição gostei bastante da diagramação feita no livro, as páginas são amareladas e levemente mais grossas que a de outros livros, fonte confortável para leitura, é uma diagramação típica da editora mas bastante agradável ao olhar. Sem mais, As Perguntas foi um livro interessante mesmo que não tenha sido exatamente o quê eu aguardava, mas me rendeu uma boa aventura, quem diria que São Paulo teria seus mistérios tão ocultos e tenebrosos?

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