Resenha: Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson - Da imaginação à escrita Da imaginação à escrita: Resenha: Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson

Resenha: Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson

23/02/2018


Título: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Autor (a): Stieg Larsson | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 528 | Skoob.

Onde comprar: Amazon

Sinopse: Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium - da qual este romance, Os homens que não amavam as mulheres, é o primeiro volume. Seu autor, Stieg Larsson, jornalista e ativista político muito respeitado na Suécia, morreu subitamente em 2004, aos cinquenta anos, vítima de enfarte, e não pôde desfrutar do sucesso estrondoso de sua obra. Seus livros não só alcançaram o topo das vendas nos países em que foram lançados (além da própria Suécia, onde uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série, a Alemanha, a Noruega, a Itália, a Dinamarca, a França, a Espanha, a Itália, a Espanha e a Inglaterra), como receberam críticas entusiasmadas. O motivo do sucesso reside em vários fronts. Um deles é a forma original com que Larsson engendra a trama, fazendo-a percorrer variados aspectos da vida contemporânea, da ciranda financeira feita de corrupção à invasão de privacidade, da violência sexual contra as mulheres aos movimentos neofascistas e ao abuso de poder de uma maneira geral. Outro é a criação de personagens extremamente bem construídos e originais, como a jovem e genial hacker Lisbeth Salander, magérrima, com o corpo repleto de piercings e tatuagens, e comportamento que beira a delinqüência. O terceiro é a maestria em conduzir a narrativa, repleta de suspense da primeira à última página.
Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Li este livro durante a #JornadaMLV para O Favor da Rainha: Ler um livro com uma protagonista feminina, optei também por este livro pois eu havia começado a leitura amo passado, mas como não estava engrenado quase desisti de Os homens que não amavam as mulheres. Demorei bastante para ficar envolvida com a história, afinal seu início é muito lento, o autor começa nos situando sobre seus personagens, Mikael e Lisbeth para depois apresentar a real história da trama, o desaparecimento de uma jovem em 1966, um crime que não teve solução é que assombra toda uma família por conta do mistério que se alastrou por anos. 

A partir desse ponto minha curiosidade floresceu de tal maneira que mergulhei fundo no enredo, passando a gostar muito dos personagens principais e claro da história, até porque o mistério da família Vanger é ótimo, cheio de conflitos e com consequências assombrosas. Compreendo que a intenção de Stieg Larsson fosse primeiro situar o leitor sobre seus personagens para depois começar a revelar a trama, mas não nego que mesmo sendo algo fundamental para todo o mistério do livro, o começo de Os homens que não amavam as mulheres é bastante lento e pouco atrativo já que toda ação se concentra a partir do segredo de Harriet até o final da obra, por tanto digo por experiência própria tenha paciência que sua leitura será recompensada com uma trama bem amarrada, rica em suspense e apreensão, Larsson conduziu bem as respostas de cada uma das questões presente no livro e seu leitor é surpreendido a medida que cada segredo é revelado. 

Quanto aos personagens, Michel mesmo sendo um bom protagonista e peça central do enredo, acaba sendo ofuscado por Lisbeth, uma personagem intensa, cheia de camadas, forte e que toma conta da história por si só, ambos funcionam muito bem juntos, mas é fato que Lisbeth toma conta da atmosfera quando aparece. Por fim, Os homens que não amavam as mulheres se revelou uma grata surpresa, não desgrudei do livro até que chegasse ao fim e todas as cartas fossem postas na mesa, é um suspense de tirar o fôlego, ideal para os leitores que apreciam um bom livro policial.  

Sammysam Rosa

Escrito por:

Sammy. Casada e apaixonada por livros. Gosto de literatura policial, suspense e terror. Típica pisciana, sonhadora e curiosa.

Um comentário:

  1. tu sabe que esse titulo engana, pois eu imaginei que se tratava de um assunto e é outro completamente diferente. Gostei da resenha e principalmente quando tu fala que ele te surpreendeu positivamente, opinião aliás comum entre os que o leram. Certamente ele está na lista de desejados.

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